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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

LER, ir ao encontro de outras soluções nomeadamente no caso dos problemas emocionais...

Transcrevo o que li num alerta de depressão da Google num Jornal WEB, por me parecer muito interessante e que vai também de encontro ao que penso sobre este assunto, ou seja a medicação nunca chega é preciso usar de outras técnicas: O método, chamado de "Books on Prescription" começou a ser utilizado oficialmente em junho, pelo Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS) e foi agora divulgado por Leah Price, investigadora e professora da Universidade de Harvard, no jornal The Boston Globe. "Se o psicólogo ou psiquiatra diagnostica o paciente com depressão leve ou moderada, uma das opções é passar-lhe uma receita com um dos livros aconselhados", explica a investigadora. E sendo uma prescrição - e não apenas uma recomendação - há que seguir as indicações do médico rigorosamente, depois de 'aviar' a receita na biblioteca. Até porque não existem efeitos secundários: "Ao contrário dos fármacos, ler um livro não acarreta efeitos secundários como o ganho de peso, a diminuição do desejo sexual ou as náuseas", sublinha Price. 100 mil requisições nos primeiros três meses Os livros são "selecionados com base no conteúdo e no âmbito de programas de leitura desenhados para facilitar a recuperação de pacientes que sofram de doenças mentais ou distúrbios emocionais" e esta "parece ser uma solução vantajosa" - e "low-cost", já que os livros acabam por sair mais baratos do que os fármacos, ou até a custo zero, no caso das requisições. "Ler melhora a saúde mental e é difícil pensar na existência de malefícios quando se fala de um programa como este", defende a investigadora. Por isso mesmo, tem cativado cada vez mais adeptos. Ainda que não existam, para já, números oficiais sobre a sua verdadeira eficácia, a investigadora adianta que, só nos primeiros três meses do programa, foram feitas mais de 100 mil requisições dos livros de autoajuda recomendados. Esta, porém, não é a primeira vez que o Serviço Nacional de Saúde britânico aposta neste tipo de programas, numa forma de reconhecimento da importância dos livros. Uma outra iniciativa, denominada "The Reader Organisation", por exemplo, reúne pessoas desempregadas, reclusos, idosos ou apenas solitários para que, todos juntos, leiam poemas e livros de ficção em voz alta.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

domingo, 25 de agosto de 2013

Hoje fui abençoada! Comecei uma fase nova da minha vida, cada vez mais certa daquele que é o meu verdadeiro caminho. 1- Desafiaram-me a escrever uma história extraordinária. 2 - E a natureza lembrou-me o melhor de mim. E agradeci por nunca ter sentido ódio nem querer mal a ninguém mesmo que a vida nunca tenha sido fácil para mim, me feche portas, me dê bofetadas quando menos espero e mesmo que não as entenda... Sinto-me abençoada por nunca ter permitido que a dor, a ofensa, a desilusão, a injustiça alterassem o meu sorriso, a minha criança interior. Há quem me chame ingénua, há quem me diga que não existem pessoas assim... Eu sei que isso é o melhor de mim, é a minha riqueza o meu maior valor, é algo de sagrado 3 - Não sou nem melhor nem pior que outrém! E sei que há pessoas que nem sequer gostam de mim, E algumas nem sequer sei o porquê, hoje mesmo alguém rodou a chave na porta que já me fechara... Mas quando uma porta se fecha há sempre outra porta que se abrirá e isso não aconteceria se a outra não se fechasse, Isto é o devir, da vida a mudança constante--- Abro o meu ser intocado a quem a nova porta me abrir...

sábado, 3 de agosto de 2013

Os pratos da balança

Ultimamente, quanto mais desejo o equilibrio mais balanço entre o não e o sim, a alegria e a tristeza, o antes e o depois, distanciando-me do agora... Viver o agora em plenitude é neste momento o meu maior objectivo pessoal, no entanto medos inseguranças alguns preconceitos a que se somam ainda pequenos equívocos circunstanciais tendem a afastar-me do meu propósito. Na verdade, viver o agora deveria ser viver simplesmente o agora. Mas eu quero logo viver o agora em plenitude! ou seja, atingir no agora uma dimensão adjectivada, sublime! Aceitar e viver o agora tal qual é, sem integrar nele os nossos sonhos historial e características de carácter, também me parece uma mera utopia! Será guia de Mestre dizer: aceita e vive o agora despido de ilusão. Não mais que um guia, a relembrar em cada inspiração/expiração, mas apenas. Não se trata de viver o presente sem investimento no futuro ou branqueamento total do passado, mas, em meu entender, de usufruir o presente no que tem de bom, no que nos faz sentir vivos (nos faz vibrar diria logo eu) ignorando fantasmas. para que o presente se manifeste na sua face mais luminosa. O exercício de ser na sua dimensão luminosa é na verdade o meu verdadeiro guia- árduo trilho, digo-vos. Caio e levanto-me sucessivamente, mas procuro não me arrepender de ter caído (isso sim será desperdício de energia) e lá vou desbravando muros e medos cada vez mais fundo, abrindo-me cada vez mais à tranquilidade e autenticidade, tão importantes para mim - quero as duas e não uma só. Mas ninguém disse que viver é fácil. Navegar no mar com as suas ondas, rochedos, cabos, vento não é sempre fácil mas o barco não chega a bom porto deixando o barco à deriva mas segurando-o, com inteligência conhecimento técnica trabalho vontade de modo firme e persistente corrigindo erros, aprendendo... Assim navego no agora, mas também porque acredito em cada instante que o porto que busco e desejo me espera. Se acreditar que existe um porto nos termos em que o desejo, navegar apenas parece-me sempre pouco porque dispensaria parte do meu ser. O que faria a essa parte, aniquilava-a?!... Será que reduzindo-me seria mais completa, mais equilibrada?! Será que o excesso de equilíbrio não descaracteriza o ser humano, não torna a vida desinteressante, não conduz à ausência da felicidade?!...

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Assim hoje vou descansar

Desde que foi diagnosticada  a doença ( reafirmo que ela é de momento anterior) tenho procurado ler o máximo que encontro sobre a doença, livros, depoimentos, blogues... ensaios médicos etc.
Tomo medicação psiquiátrica e faço terapia.
Muitas vezes me pergunto se com tudo isso melhorei alguma coisa nestes quase vinte anos... Não sei dizer porque quando faço alguma conquista na terapia parece que logo a seguir descubro a existência de um problema novo... E quanto à medicação estou tão dependente dela que nem sei se a tomo para a depressão ou se porque o organismo carece que lhe sustente o vício adquirido.

Vejo com muita frequência os crentes agarrarem-se de tal modo à fé que isso os ajuda e recomendam aos demais, mas para mim não serve porque não acredito...
Recentemente li um depoimento de alguém que dizia que se agarrava aos sonhos, que idealizava planos para melhorar o mundo e o recomendava aos outros.
Também pensei, isto para mim não serve porque eu faço terapia para ver a realidade e viver nela, porque sonhava excessivamente e vivia na ilusão e depois tinha enormes frustrações...

Sei apenas que combater a depressão crónica, eu gosto mais da expressão viver com depressão, é um processo para sempre e a todo o instante e que se tem se modificar continuamente porque também é assim a vida, mesmo sem doença...

Quando desespero descanso e ás vezes fico uma eternidade sem retomar o passo a passo, também já não corro, apenas desejo não ser eu a decidir parar....assim hoje, vou descansar.

sábado, 27 de abril de 2013

A oscilação do humor

As minhas oscilações começaram por ser indefinidas no tempo até se tornarem diárias.
E até há umas semanas podia vê~las como uma sucessão de pequenas colinas e de vales, de monótona simetria  
Nos últimos dias, a inconstância entre estar um pouco melhor e estar péssima vejo-a representada por um daqueles gráficos dos exames cardíacos.
Chego a perguntar-me como consigo cair com tanta rapidez e que assim é mesmo impossível não me sentir sempre cansada...

quinta-feira, 11 de abril de 2013

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Cordas do Sol - Mnine da rua ma mim - Oficial videoclipe

Lindo lindo...
São coisas assim simples e bonitas que nos fazem felizes...
Enviaram-me e fez-me feliz...partilho aqui, quem sabe também farei sentir alguém sentir-se bem uns momentos.
Se consegue sentir-se bem uns momentos isso significa que consegue sabe pode sentir-se bem! E agora foi um momento mas podem ser outros mais ( mesmo sem a utopia de que nos vamos sentirmos sempre bem...)
Apenas quero transmitir que mesmo com depressão ( mesmo crónica, como no meu caso...) é possível viver momentos de bem estar...e por isso devemos aprender a recebê-los a aceitá-los e a partilhá-los...  

terça-feira, 2 de abril de 2013

O Kinect pode diagnosticar depressão?

O Kinect pode diagnosticar depressão?

Percam um instante e vejam se não se revêm nas respostas pode ser um despertar para procurar ajuda...

terça-feira, 5 de março de 2013

*Respeite e Proteja os Animais*: *Os animais também têm depressão*

*Respeite e Proteja os Animais*: *Os animais também têm depressão*: Não são apenas os seres humanos que estão sujeitos a entrar em depressão, os animais, principalmente cães e gatos também podem sofrer d...

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Hoje

Não sei o que tenho hoje.
Não sei o que me falta hoje.
Não sei quem me falta hoje
Não sei quem sou hoje

Desesperança

Na sequência da entrevista que dei ao Correio da Manhã sobre a minha depressão, seguiram-se os comentários habituais:
- mas tem trabalho, tem filhos... não tem motivos para ter depressão;
- mas não parece, até é uma pessoa com bom aspecto,
- então o que é que se passa, é algum problema com o trabalho, não isso já passou não foi?!
- então fale, desabafe e olhe isto é assim mesmo é preciso é força de vontade!


Repeti para mim própria: " é chover no molhado, não adianta eu digo uma coisa e as pessoas não lêem o que lá está... devem achar é que sou parvinha ou são invenções frescuras de quem tem a barriga cheia"...  

Talvez não valha mesmo a pena, só entenda quem vive assim... mas vale pelo menos para outros que como eu são aniquilados pela desesperança tantas vezes, instante a instante, estão calmos e num instante sentem tudo isto, tudo muda sem que nada se mova.

Mulheres com desesperança têm elevado risco de doenças do coração

Mulheres com desesperança têm elevado risco de doenças do coração: A ligação entre a desesperança e o risco de doenças do coração e derrames foi maior do que a ligação entre essas doenças e a depressão.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

DEPRESSÃO - EXCERTO DO ARTIGO PUBLICADO NO JORNAL CORREIO DA MANHÃ


EXCERTO DO ARTIGO PUBLICADO NA REVISTA DO CORREIO DA MANHÃ E A QUE SE REFERE O TÍTULO ABAIXO
PRESOS À DEPRESSÃO, DISPONÍVEL NO SITE DO JORNAL
"O afeto é muito importante. Conseguir dizer: ‘Eu gosto de ti, quero-te bem. Tu estás doente, vamos lutar por ti. Marcamos uma consulta, vou contigo, fico lá fora. Só tu é que falas dos teus problemas, não tenho nada com isso. Para mim, teria feito a diferença."
Maria José Lascas vive com depressão. Repete as palavras que nunca ouviu; que gostava de ouvir. Fala de um passado bem presente: há 17 anos tentou suicidar-se, como se o silêncio desse gesto não fosse notado por ninguém. Como se simplesmente apagasse a ‘luz’ da depressão. Estava iminente, mas não o fez. Pensou que os dois filhos nunca iriam recordá-la como boa mãe, dos beijos que lhes deu; "teriam sempre como última imagem que a mãe se suicidou". O seu caso é o oposto do de Eliana Sanches, 40 anos. A professora de Artes Visuais encontrada morta na semana passada, a 50 metros do carro, no Jamor, Oeiras, suicidou-se. Antes, envenenou os filhos com bolos. Rúben Daniel, de 12 anos, e David Tiago, 13, morreram dentro do carro. Tida como depressiva, Eliana tinha sido confrontada com a notícia de que o ex-marido – que a acusava de desleixo e maus-tratos aos filhos e com quem passou por episódios de violência – tinha ganho a guarda das crianças. A professora estava judicialmente proibida de ficar sozinha com os filhos.
"Eu acho que sou uma sobrevivente. A depressão é dolorosa. É horrível. Eu preferia ter um cancro a ter depressão, pela maneira como as pessoas olham para quem tem uma e outra doença" – confessa Maria José Lascas, 50 anos. "É difícil viver tantos anos em que por mais que eu tente, ou que as pessoas mais próximas – pais, marido, filhos, alguns amigos – digam que entendem a minha doença, nunca a entenderam."
Maria José Lascas passou por muitos momentos negativos. "Numa das vezes em que estive em crise, precisava de ir à casa de banho – e tentava ir –, mas as pernas vergavam e não conseguia. Nesses períodos piores parece que o próprio funcionamento do organismo pára, não se sente fome, o intestino fica muito lento. Parecemos um fantasma de nós próprios, ficamos separados da realidade até do nosso corpo." Nunca deixou de ser mãe e boa profissional. Maria José é procuradora da República no Alentejo. Um cargo de responsabilidade que a obriga a não falhar. A sua doença não interfere neste sentido. São os afetos. O problema é quando se isola por pensar que aqueles que ama já não precisam dela.
Afeto: esta é a palavra que Carlos (nome fictício) mastiga no pensamento vezes sem conta. "A depressão, para mim, centra-se na área afetiva. Tendo a ter uma atitude e um pensamento pessimistas." Carlos tem 60 anos. Vive em Lisboa, desempregado, sozinho – com uma vida afetiva "inexistente", aliás – mas antes chegou a partilhar a sua vida com outra pessoa durante 13 anos. "A depressão destrói, arruína a vida afetiva às pessoas porque lhes retira capacidades, força anímica."
Carlos deixou de tomar qualquer medicação. Acha os antidepressivos "inúteis". Prefere as consultas de psicologia na Associação de Apoio aos Doentes Depressivos e Bipolares (ADEB). E como se sente no dia a dia? "Na melhor das hipóteses, sinto desconforto. Na pior, penso em suicídio – tem ocorrido várias vezes. Mas a certeza de que sou capaz de o fazer sem falhar acaba por ser dissuasora, se o fizesse seria a única vez."








domingo, 3 de fevereiro de 2013

Correio da Mnhã

Hoje, domingo, foi publicado uma artigo na revista do ´Jornal Correio da Manhã sobre Depressão e o aumento do consumo de antidepressivos em Portugal, no qual vêm também publicados excertos do meu depoimento, entre os de outras pessoas, com depressão e de técnicos.
Aceitei dar a cara, como o faço aqui, na esperança de alertar para a doença, para os seus sintomas, para os efeitos que provoca nos que nos estão próximos e na sua dificuldade em entender esta doença...
Não temos que ter vergonha, não somos culpados da doença... tal como quem tem cancro não o é.
Não somos inferiores a ninguém, até nos podemos tornar em pessoas melhores, mais humanas.
Nada é fácil, mas é possível!... viver com depressão e tirar partido de momentos bons...

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Agrilhoados


Não há maior inimigo que aquela que advém da precaridade do trabalho e do mísero vencimento, que elimina a capacidade de reivindicação e de luta pelos seus próprios direitos e a capacidade de sonhar... Ainda se dizem livres homens e mulheres do meu país, mas já não são! Vejo escravos: agrilhoados às dívidas, à sobrevivência e conforto dos seus, em que as emoções belas e puras cedem perante a racionalidade... São as novas formas de opressão cujos frutos farão de nós portugueses um povo ainda mais acomodado, atrasado e triste. Não sei quando nos libertaremos deste trágico modo de existir, nosso destino libertará nosso fado e a plenitude do viver saberemos usufruir... E tanto politica, como intimamente, engana-mo-nos em quem surge inesperadamente, qual Desejado, que aparenta trazer o El Dorado resolvendo nossas dores e problemas...
Queremos acreditar e acreditamos. Até que o nevoeiro  se desvanece e seu rosto real vemos!... Não demos nenhum passo em frente, mas o nosso tempo, nossa vida, fomos perdendo ...

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

«Com a morte de Enke surgiu a profissão de psiquiatra desportivo» - DN

A depressão não acontece só aos outros ou aos pobres ou aos famosos:

«Com a morte de Enke surgiu a profissão de psiquiatra desportivo» - DN

Não sou Enke, mas quantos desportistas que terão por isso um corpo são ( corpo são mente sã, diz-se) poderão vir a padecer de depressão ou padecem já.
Estejam atentos a si próprios e a quem está ao vosso lado!
Enke teria tudo para ser feliz, não é?!...

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

A decisão em desesperança

Desesperança, falta de esperança. Assim o que se faz o que se decide não se baseia na esperança mas o desespero...
Perguntava-me até há poucas horas porque decidira sair duma situação que racionalmente se aparentava quase perfeita para me atirar no escuro numa outra que racionalmente se aparentava plena de dificuldades. Dizia para os outros que era necessário mudar, fazer avançar a vida, não nos conformarmos... para mim não tinha resposta.
Hoje olhando de novo para a presente situação quase perfeita vendo-a, de novo racionalmente quase perfeita, verifiquei eu não me sentia bem nela,  era apenas um patinho fora de água... E por isso o patinho alucinado atirou-se na direcção do seu antigo lago não cuidando de apurar primeiro as gretas em que a terra se abrira por falta da água...
As desisões em desepero são decisões emocionais a que a razão não subjaz, são em regra fugas ao que temos medo de encarar e não soluções.
Assim decidira mais uma vez, na verdade já decidira deste modo tantas vezes que era tempo de ter aprendido alguma coisa com esses erros. Mas a dor emocional ainda lá se encontra e por vezes oculta em desculpas racionais que me continua a enganar, ou eu a deixar que prevaleça...
A decisão de mudar foi errada, porque comandada pela dor emocional lesiva dos meus próprios interesses.
Agora não me posso acantonar a uma decisão errada, ou seja não posso usar a desculpa de que decidi mal para justificar o que acontecer no futuro na minha nova situação.
Escolhi, nem sempre a escolha é acertada mas escolhi, sou a responsável pela minha alteração, por isso também serei a responsável pelos actos futuros...
Terei que escolher se continuo a decidir emocionalmente culpando-me por uma decisão errada ou se opto por deixar fluir os novos dias e em cada um deles usufruir do que tiverem de bom para me oferecer e transformar em bom o que não for assim tão agradável...   Cortar as minhas próprias amarras à minha dor será a decisão certa, o fim ainda longínquo mas o que tenho que prosseguir... 

terça-feira, 26 de junho de 2012

sexta-feira, 4 de maio de 2012

maria lascas: A Espada

maria lascas: A Espada

Transcrição de Notícia - Universitários do Porto

Alunos universitários que apresentam ansiedade, pânico, depressão e doenças mais graves como esquizofrenia são os que mais procuram o serviço Consulta do Universitário, um apoio médico gratuito na Universidade do Porto.

«Alguns estudantes, a maior parte, vêm-nos procurar com patologia do foro ansioso e depressivo, sobretudo estudantes que estão deslocados das casas da família de base, mas também temos um grupo bastante representativo de indivíduos que têm patologia mais grave, tipo esquizofrenia», explicou Celeste Silveira, médica psiquiatra, numa entrevista telefónica à Lusa.
De acordo com a mesma agência noticiosa, o Hospital de São João no Porto oferece na Universidade este serviço de apoio gratuito que foca, desde 2007, na consulta psiquiátrica e saúde mental do estudante universitário.

«Acho que para a população dos estudantes do Ensino Superior deveria haver uma maior procura, mas os estudos dizem que estes estudantes, por questões de estigma e de sentimento de invasão da sua privacidade, muitas vezes não procuram tanto a ajuda dos serviços de psiquiatria como deveriam», acrescentou ainda a média psiquiatra, citada pela Lusa.

Os estudantes que mais têm procurado apoio na área da saúde mental são os de Medicina, mas também há alunos de Enfermagem, Engenharia, e Arquitetura.

Apesar das patologias identificadas, a psiquiatra Celeste Silveira revela que há ainda poucos universitários a pedir apoio sobre consumo de estupefacientes.


Limito-me a proceder à transcrição porquanto o texto fala por si.
A depressâo não é coisa privada dos mais sensíveis, dos fracos, dos velhos, das mulheres etc. como qualquer outra doença, AVC, Cancro que por vezes até ocorre mesmo naqueles que têm vidas saudáveis, alimentação equilibrada, exercício físico, são alegres, confiantes etc... A depressão não é uma doença de excepção!   

quinta-feira, 3 de maio de 2012

A Dor

A DOR. E hoje não falo d e tristeza, angústia, não querer viver, da flata de prazer e vontade... É mesmo da dor física sem causa física aque a explique, a dor física de raiz emocional ou neurológica. É certo que nenhuma dor se vê ou mede, mas quando a sua causa é visível aos nossos olhos e aos do outro é mais fácil suportá-la, aceitá-la e mesmo viver com ela.
Sempre foi muito resistente ao sofrimento físico, à dor.
Aos 21 anos tive várias infecções com muitas dores e acbei por tirar um rim e na noite a seguir á operação não pude tonar qualquer analgésico pelo facto de a tensão arterial ter descido em flecha.
Tive dois filhos grandes, sendo eu pequena, de parto natural e sem qualquer medicação para as dores ( que foram muitas!) fui operada à sinusite e no dia seguinte fui trabalhar, parti as costelas numa queda em 1999, a um sábado, e na segunda-feira estava a trabalhar e a distribuir livros apesar de nem saber bem o que andava a fazer...etc etc, não vale a pena falar de outras situações pois julgo que já ilustrei de modo sufiente o que pretendia transmitir.

Mas esta dor física que teima em não me abandonar neste momento - dor no maxilar do lado direito superior - com origem não física está a tomar conta de mim. Dor fininha e irritativa que não cede a qualquer medicação seja ansiolitica, analgésica...

Já percebi que como em outras situações terei que ser EU e não a medicina a descobrir a panceia.... Se descobrir partilharei.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Você sabe o que é Síndrome do Esgotamento Profissional?

Você sabe o que é Síndrome do Esgotamento Profissional?: O desejo de ser o melhor e sempre demonstrar alto grau de desempenho é uma fase importante desta síndrome.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

A Depressão e a DOR

Quando iniciei este blog já sabia que teria que pagar um preço pela sua existência.
Sabia que quem me conhecia mudaria o seu olhar sobre mim, seu sentir, e de pessoa afável depressa seria convertida em alguém que é melhor ignorar...
Não tenho peste ou outra doença contagiosa, mas para muitas pessoas deixei de ser uma pessoa normal e susceptível de consideração para um ser defeituoso, com capacidades diminuídas, que pode vir a faltar ao trabalho e a causar incómodos com as substituições, que não se pode ter inteira confiança no seu trabalho, dá-lo como meritório e depois vir a faltar com baixa ( se está de baixa é logo dito que tem depressão, mesmo que esteja com uma pneumonia...)... Sou ainda ingénua, e a vida me guarde essa ingenuidade pueril, mas não sou nem ignorante nem burra. Por isso, contava com a hostilidade, a frieza, a incompreensão... etc que no geral decorre da ignorância, mesmo daqueles que por razões da sua profissão, dos seus mestrados, dos honorários cobrados têm obrigação de saber mais. Mas, veja-se o exemplo dos médicos, especializam-se num bocadinho do corpo e desligam-se da evolução do saber que vai acontecendo noutras áreas da Medicina... Já me cruzei com vários que sabem menos de Psicologia e Psiquiatria do que eu, e eu nada sei... Por isso, como criticar a ignorância de outras pessoas, licenciadas ou não, em áreas da matemática ou das línguas, contabilidade... Sempre senti que ninguém realmente percepcionava o meu estado, o meu sentir , as minhas dores... nem aqueles que por afecto continuaram ligados a mim.
Por isso a necessidade que sinto de assumir publicamente esta doença que mina por dentro e que tantas vezes ouve a palavra mais dolorosa, mesmo quando quem a diz nem tem intenção de ferir.
Estou viva não morri, trabalho, crio em termos artísticos, nada em meu corpo é contagioso, tenho os níveis de colestrol óptimos, um KI acima da média, tenho 50 anos, sou uma pessoas sensível e disponível para ajudar os outros... Só que há momentos, às vezes minutos, horas, dias, meses... em que a depressão é mais forte do que eu! Nesses momentos, eu sou a mesma, mas tenho um cansaço tremendo, dores intoleráveis e a única vontade que poderei sentir será a de morrer... Mas sei que não morro, sei que a dor há-de melhorar bem como o cansaço. Ninguém me diz isso, sou eu que sei, que já passei pelo mesmo nem que seja de outra forma e, no fim, fui eu que venci! vencerei sempre! Percebi que esse era o meu único poder terreno, não era a propriedade duma casa bonita, dum carro, de mais um vestido, de ser ou não amada por alguém... Não o meu maior poder era acreditar no meu próprio poder sobre mim! Se estou viva devo em parte à Medicina, mas sobretudo à minha capacidade de resistência e sofrimento, ao meu inato instinto de sobrevivência, à minha pesquisa incessante para entender a doença - lendo, lendo - mas sobretudo à minha decisão de que neste planeta não será a depressão e a ignorância ainda existente sobre ela que me vencerá! A última palavra será minha e não a da minha doença. Acreditar que por mais doloroso ou demorado que seja, vamos mais uma vez, abrir as portas do nosso corpo e da nossa mente ao Universo ajuda-me a superar. Há quem acredite na intervenção divina e reze... eu acredito que o melhor de mim, a minha parte divina, sarará ainda que deixando muitas chagas abertas a ferida que me domina... Tenho orgulho em mim, em ter assumido este blog pelos que sofrem, não obstante isso me tivesse retirado a proximidade de algumas pessoas e o seu afecto para quem passei a valer menos socialmente e profissionalmente, a ser tratada com desinteresse, distância, até frieza ... Este blog e partilha é uma forma de amar os outros, de partilhar as suas dores e medos - tão mais valioso que aquilo que perdi e na verdade, ingénua, nada me fora dado....
Não pretendo culpabilizar ninguém! a culpa é uma das inimigas duma vida sã.
Curar uma depressão muitas vezes passa por ultrapassar a culpa, o medo e ser capaz de perdoar, a si e aos outros. A mim doí-me ainda muito a injustiça de não ter tido aquilo que desejei, que esperava receber de outrém, no passado e no presente. Sei que foi ilusão minha, nada me fora prometido... Ainda não atingi o nível superior de não depender do comportamento do outro, de não deixar afectar por ela, pela frustração... sei que esse é o meu caminho interior que me falta percorrer.
Mas isto não se aplica a outrém... Outros terão que descobrir qual é o seu próprio caminho,  cair e levantar-se nele, derrubar as barreiras escorregar na lama, cair e levantar-se uma e outra vez...          

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A Garça

Ontem de manhã quando me dirigia de casa para o trabalho, no meio do noveiro vi uma graça na Ria de Aveiro numa extremidade da Ria de Aveiro em local onde a sua presença rara.
E não era uma graça pequena mas grande, majestosa... Naquele instante, além de simultãneamente me censurar por não trazer a minha máquina fotografica, disse em voz alta para mim própria: " Meu Deus, fui Abençoada!"
Racionalmente preferiria ter dito " Fui Abençoada", mas a minha inserção cultural levou-me também a invocar Deus perante tanta beleza.

Tenho vindo a aceitar que é nestas coisas simples, nestes momentos únicos, que sou feliz! 

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Ilusão

A ilusão pode mover montanhas, construir castelos e ser o fio condutor de toda uma vida. Se há mal nisso ou não é uma questão de perspectiva. Por vezes a realidade apresenta-se de uma dureza tal que a fuga para a ilusão surge como a única defesa, a única gratificação, o único lugar de repouso, a única forma de vida aceitável... Podem viver-se as chamadas vidas duplas que são apenas uma, alienar-se de tal modo que apenas na ilusão se sobrevive e nela se acredita como sendo a única verdade ou seja a única verdadeira realidade. Será tal atitude doentia, parece que sim. Mas não deixa de constituir um direito também de quem faz tal opção se dela estiver consciente. O que acontece em regra é que se vivem ilusões umas atrás de outras se um verdadeira consciência de que a realidade existe, estamos metidos nela quer queiramos ou não, mas optamos por nos continuar a iludir porque imediatamente é mais fácil menos penoso...
Assim acontece sempre que temos um problema que não conseguimos enfrentar ou julgamos sem solução, sejam dívidas, emoções, solidão...
Adiamos o agora e preferimos empenhar ainda mais o futuro com a agudização do problema por resolver. Enquanto o pau vai folgam as costas! Mas não me parece que folguem mesmo com a ânsia da nova pancada que se avizinha! Assim é com a vivência deste estado ilusório enquanto meio de fuga à realidade... e com a constante angústia que a vivência nessa dualidade provoca...
Viver o agora é não ficarmos presos do passado e não o gastar a antecipar as possibilidades do futuro.
Mas viver o agora é vivê-lo tal qual ele é, sem fugas à aceitação da realidade. E a realidade nem sempre é tão má quanto aqueles a que ela fogem a visualizam.
A realidade têm sempre n soluções e n perspectivas e não apenas uma. Penso que esse é o maior erro de quem foge para a ilusão e lá se acorrenta. 

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Palavras à toa

Durante esta semana fui-me cruzando com casos de pessoas ao que tudo aparenta portadoras de depressão ou pelo menos que vivenciam estados depressivos eventualmente com outras causas.
Tentei intervir tanto junto de familiares e num caso consegui chegar mesmo junto da pessoa em sofrimento falar com ela entendê-la, partilhar com ela a minha vivência mas não consegui convencê-la a aceitar a consulta médica e uns exames que até já lhe foram prescritos.
Para além dos meus dramas pessoais carrego mais estes para os quais não consegui até agora qualquer alteração... E vejo o quanto a família cansada de comportamentos que queria ver modificados e que não entende, começa a aceitá-los como habituais e vai-se acomodando a ver o outro assim e a substituir-se-lhe nas tarefas, diminuindo os contactos que deixam de ser gratificantes mas penosos. E o deprimido quando diz que está a perder a família e os amigos e estes dizem que é o deprimido que os afasta querendo ficar sozinho, isolado, dizendo não a qualquer convite, têm os dois lados razão no seu sentir porque assim é, quebrando-se a comunicação que antes fluía naturalmente.

Sinto-me muitas vezes incapaz, inútil e cansada pelo que não consigo fazer em prol dos outros...
Sei que a minha doença vive comigo como a minha coluna vertebral vive comigo ou os meus olhos e tento viver com ela todos os instantes da minha vida futura. Também sei o preço ( em muitos níveis: profissional, social, emocional, familiar, económico...) que tenho pago por continuar a viver e o quanto outras pessoas foram afectadas e prejudicadas pela minha doença, mesmo sem me ajudarem mesmo sem me compreenderem e algumas ainda mais por isso.
Não pretendo com isto obter a pena de ninguém! A uns atinge a depressão, a outros um AVC, a outros um cancro, a sida, a hepatite, a morte dum filho, a cegueira... Cada qual sabe de si, da sua dor.
Sei da minha e da minha travessia...
E vejo que ( sem contar com o sofrimento da doença) quantas facadas já levei só neste Outono: profissionais, monetárias, emocionais, de pessoas que me podiam fazer-me sorrir e de pessoas que nem conheço...     
Mas nada me dói tanto quanto estas minhas tentativas falhadas de dar um impulso a quem está perdido e podia encetar um caminho de esperança... (sei também que a dificuldade em ultrapassar as frustrações é um dos sintomas da própria doença). E sei também que tantas vezes um sinal, uma flor, um sorriso, uma palavra, um gesto no momento certo mudam a história de uma vida, ou de um dia, ou a tristeza de um momento...
Nada do que digo é novo, original ou importante. As palavras são apenas o meu modo de lidar com a minha tristeza, a minha inabilidade, a minha frustração... Como as minhas atitudes não têm o poder de mudar a realidade, a minha tristeza, de determinar os outros a agir... mas que mais posso fazer?! Arrastar as pessoas à força para os consultórios médicos?! arrastar a contra-vontade as pessoas para terem os gestos certos a fazerem os outros felizes?! Escrever em todos os lugares por onde passo o que levaria a minha tristeza  para longe?!
Ás vezes é preciso um abanão sim! Mas se a acção não nasce dentro de cada um, precisa sempre do empurrão do outro. E quando o outro não está, ou se distrai ou está movido nesse momento pelo mais singelo do seu próprio interesse?! Tudo irá ruir de novo...   

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

No meu nada...

Sou menor que um sisco um grão de areia a vírgula
este espaço que ocupo é sempre a medo
disputam-me o tempo

e ás vezes neste meu nada
há alguém que diz aprender comigo
dá-me de soslaio um sorriso

não cresço
tímida e medrosa permaneço
mas sinto o bafo do infinito

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Tristeza

Chamo-lhe tristeza, se é não sei


pára-me o sentir a descoberta

veda-me o olhar ao que acontece se renova e clareia

fico parada num corpo que nada quer

... a não ser sentir o que sente

a mágoa que teve, o que não foi nem será


não! não é saudade

saudade é exaltação do vivido, eternizando-o sempre


nem já tenho lágrimas, apenas este freio na boca

as mãos cravadas no ventre

as pernas cerradas sem dia nem noite

e esta máscara que me defende

dum desencontro que não entendo

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Depressão ou Melancolia - transcrição de um texto de Florianópolis, 16/08/2011

Nós portugueses necessitamos muito do Brasil e podemos aprender muito com o Brasil.
Com uso da língua portuguesa em lugar algum se fala tanto de depressão, dos problemas sociais, ecológicos, de poesia de cultura....
16/08/2011 às 16h39min - Atualizada em 16/08/2011 às 16h39min

Conheça diferenças entre a depressão e o estado de melancolia
O cineasta dinamarquês Lars von Trier trouxe à cena a melancolia, que estava escondida num canto escuro da casa, encoberta pelo termo médico "depressão".
Seu novo filme é um retrato desse estado de ânimo em todos os aspectos: dos psiquiátricos (sintomas da depressão) aos filosóficos (a tristeza como consciência da solidão humana no universo).
O tema está na ordem do dia, afirma o psicólogo Marco Antônio Rotta Teixeira, que faz sua tese sobre melancolia e depressão na tradição do pensamento ocidental. "Mas a melancolia vem sendo falada com a roupa da depressão."
O atual conceito médico da depressão usa dados mensuráveis para definir esse estado, como tempo de duração de sintomas.
Para a psicanálise, a melancolia é o estágio mais extremo da depressão. A apatia do melancólico é fruto da perda de algo ou de alguém, que precisa ser compreendida e superada, em um processo semelhante ao do luto. A diferença é que, enquanto no luto a perda é compreendida, na melancolia ela é inconsciente: não se sabe o que foi perdido.
"Nada atrai o melancólico, a não ser o próprio sofrimento. Ele está absorvido nele mesmo", diz Sandra Edler, autora de "Luto e Melancolia: À Sombra do Espetáculo" (Civilização Brasileira, R$ 19). A cultura atual conspira contra o melancólico, diz a psicanalista. "Se a pessoa perde algo, precisa se recolher, mas a vida a chama para um eterno desempenho, se não quiser perder espaço."

É o que pensa, também, a psicóloga Ana Cleide Moreira, autora de "Clínica da Melancolia" (Escuta, R$ 37). "Se não temos tempo nem de pensar, não percebemos a perda de algo importante."

Nesse caso, é mais fácil aliviar o sofrimento com remédios. "A sociedade não assimila os estados de tristeza. Precisamos eliminá-los rapidamente para continuar trabalhando", diz Teixeira.

Essa crítica não significa, ressalta ele, fazer apologia da tristeza ou rejeitar as chances dadas pela ciência para lidar com ela.
"As pessoas falam que há um aumento dos casos de depressão, mas o que as pesquisas mostram é um aumento na prescrição de antidepressivos", diz o psiquiatra Ricardo Moreno, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Os psiquiatras, psicanalistas e psicólogos concordam que drogas têm um papel importante.

"Muitas vezes é necessário tratar a melancolia com remédios. Sem eles, alguns não conseguem nem chegar ao consultório", diz a psicanalista Sandra Edler.
TEMPERAMENTO DE GÊNIOS
O filme de Trier, as referências aos sintomas de depressão são explícitas. Como na cena em que Justine (personagem baseada na experiência pessoal do cineasta) não consegue nem entrar no banho.
Os clichês usados para abarcar a tristeza profunda também estão lá: noite, lua, sombras, noiva.
É a retomada da concepção de melancolia como algo que tem uma manifestação doentia (a depressão), mas não é só isso, não pode ser explicado só pela ciência e transcende o indivíduo.
Mesmo sem dizer seu nome, as pessoas reconhecem o sentimento de melancolia. Está na hora em que você percebe não fazer parte da festa, no banzo da noite de domingo, na lembrança da morte.
A melancolia ganhou diferentes definições na história e até hoje é assim, dependendo de quem fala dela" diz Teixeira.
Hipócrates (460-377 a.C.) a definiu como doença causada por acúmulo da bile negra, que resultaria no temperamento melancólico. O vocábulo vem do grego "melas" (negro) e "kholé" (bile).
O filósofo Aristóteles (384-322 a.C.) levou o conceito para outro plano: a melancolia era uma característica da genialidade, associada ao conhecimento e à intelectualidade.
O professor e crítico de arte Rodrigo Naves lembra que a associação entre genialidade e melancolia é de uma época em que o conceito de individualidade não existia.
"A melancolia era uma deusa, que regia as artes liberais. Nessa noção, a pessoa é preenchida por algo que vem de fora, é regida por entidades, planetas", diz Naves.
Na mitologia e na astrologia, é Saturno, deus do tempo, que devora seus filhos, que traz a morte. No filme de Trier, é o planeta que vem acabar com o mundo.
"A grande ideia da melancolia é justamente a de embaralhar as fronteiras entre dois temperamentos que parecem opostos: o da pessoa deprimida e o da pessoa criativa", diz Frédéric René Guy Petitdemange, professor de História da Arte da Universidade Anhembi Morumbi.
Na semana passada, Petitdemange deu uma aula sobre a iconografia da melancolia na arte do Ocidente, baseada em uma exposição sobre esse tema realizada em Paris e Berlim, em 2006.
Para ele, a essência da melancolia -tristeza profunda ligada ao sentimento de vazio, à perda e à impossibilidade de encontrar sentido nos rituais sociais- não mudou. "A maneira de se discutir o tema pode mudar, mas são questões universais."
LINK DA NOTÍCIA - ESPALHE POR AÍ!

Florianópolis, 16/08/2011 - 22:37:16 - Tenha uma boa noite


domingo, 12 de junho de 2011

Desesperança e Esperança

Chamei a este blog Desesperança porque esta é uma característica comum dos portadores da doença e este blog visa a divulgação da doença com vista a transmitir alguma informação útil, à prevenção e ao fim do preconceito e estigma que ainda provoca.
Mas também, daí decorre, que visa transmitir Esperança.
Não a fantasia da cura fácil ou da cura certa.
Muitas das depressões não têm ainda cura. As depressões não são todas iguais desde logo porque as pessoas não são todas iguais nos seus organismos físicos nas suas vivências nos seus antecedentes genéticos ou familiares etc e porque a depressão pode advir de causas muito diferentes e ainda porque o seu tratamento poder-se-à iniciar de modo atempado e correcto, de modo incorrecto ou depois de decorrido muito tempo sobre a sua instalação no doente, ser muito apoiada por familiares e amigos ou muito mal compreendida...
Transmitir esperança, para mim, consiste em sabermos que algo pode sempre ser feito e que, pelo menos, melhorar é sempre possível, mesmo que já nada tenha interesse nem o próprio destino... Nomeadamente as dores podem ser aliviadas com medicação, a qualidade de vida pode melhorar mesmo que não volte a ser o que já foi... O importante é que cada um tente encontrar o seu caminho de auto-conhecimento, tentar perceber como é que se chegou a esse estado, o porquê.
A depressão poderá ser um meio de grande aprendizagem de nós próprios, dos outros, dos seus muitos defeitos e qualidades, mas também dos defeitos que não queremos ver em nós próprios e do que somos e temos de bom e não estamos a valorizar. Este é um caminho árduo, doloroso, longo, extenuante mas só quando algo é difícil atingir a meta tem mérito e dá a verdadeira felicidade... Nesse caminho haverá quedas, desalentos, dúvidas mas eu costumo dizer que quanto mais fundo for a minha queda mais alto de irei levantar.
Quanto às dúvidas lembro que Madre Teresa de Calcutá com todo o seu percurso de humanidade e devoção ao seu Deus, disse, algum tempo antes de morrer, que continuava a ter dúvidas sobre a existência de Deus. A dúvida faz parte de nós, da nossa capacidade de raciocínio e de interrogação, pode levar-nos a a substituir um caminho por outro. Só posso dizer que é sempre possível melhorar, sempre desde que não se desista de tudo. Mesmo quando não vemos uma luz ao fundo do túnel ela existe, nenhum túnel é infinito por mais comprido que seja. Não ignore o Sol é uma luz de vida maravilhosa que nasce todos os dias, mesmo que o não vejamos ele está lá, o mesmo acontece com a luz do nosso caminho interior.  

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Quem parte da nossa vida

Há muitos anos uma mulher mais nova do que eu dizia-me que as pessoas que aparecem em nossas vidas vêm para nos ensinarem alguma coisa. E só partem quando tivermos aprendido...
Nesse momento, esta frase, pareceu-me filosofia decorada de alguma sessão esotérica com raízes brasileiras e não lhe dei qualquer valor, a não ser o de jamais a esquecer, talvez porque na verdade não entendera o seu profundo sentido e me deixara ficar pelo preconceito de rejeitar, ab inicio, tudo o que me cheirasse a esotérico.

Passados uns anos, fizera uma pequena viagem de conhecimento do mundo esotérico e até me conformava com alguns gestos e dizeres a que atribuia alguma beleza e fantasia, mas ainda continuava sem descobrir o significado autêntico da mesma afirmação que ouvia repetir-se.

Até ao dia ainda não muito longínquo em que uma pessoa de outra área ma repetiu mostrando-me quanto nós temos de aprender sobre os nossos defeitos e que normalmente projectamos no outro e de que o acusamos. E que só quando tivermos descoberto e reconhecido que os defeitos que projectamos nos outros e contra os quais nos rebelamos são nossos, mas nos posicionamos na sua negação com tal atitude, então essa pessoa tínhamos dado a possiblidade aprender e evoluir e por isso nesse sentido a sua missão junto de nós estava cumprida  ( podia partir...).

Hoje vejo esta afirmação com outros olhos e passei a deter-me com frequência no que acuso os que  me estão mais próximos ou aqueles que emocionalmente critico... Tem-me ajudado a saber mais sobre mim, mesmo que às vezes leve tempo a aceitá-lo. Com algumas sei que a minha aprendizagem está completa, com outras não...
  

quarta-feira, 4 de maio de 2011

A Mudança

Julgar que os outros irão mudar porque nós assim o desejamos é uma ilusão.
Ninguém se irá modelar de forma a preencher inteiramente o nosso imaginário ou o modelo que projectámos uma determinada pessoa. por vezes essa pessoa nem corresponde minimamente à forma como incialmente a a encontramos.
Isso não quer dizer que as pessoas não mudem!
Mudam, podem mudar, melhorar os seus defeitos, curar os seus traumas, mudar os seus hábitos etc. Mas fá-lo-ão apenas quando elas interiormente o desjarem e de acordo com aquele que é o modelo desejado por elas e nunca de acordo com o modelo que imaginamos ou desjamos.
Aliás, nem de outro modo faria sentido, porque senão eramos bonecos nas mãos uns dos outros.
Mas isso quer dizer também que nós só mudaremos realmente quando interiormente o desejarmos e não porque tal nos é aconselhado, exigido, pedido etc.
Desejá-lo pressupõe ter consciência de quem somos realmente, do nosso valor, do nosso direito a, noeamente ao direito de ser como somos...

Penso que a mudança pressupõe sempre um acto de amor por nós póprios, libertando-nos de tabus, traumas, ilusões, dependências... 

terça-feira, 26 de abril de 2011

A Morte

A Morte tão desejada às vezes por uns e tão temida por muitos.
Só quando passa perto valorizamos realmente a vida e convertemos a maioria dos que partem como verdadeiros amigos e como boas pessoas, perdoando algum defeito que lhe encontrámos.
Dizer o que disse é um lugar comum-
Mas faz sentido num blog como este sobre a depressão.  

segunda-feira, 11 de abril de 2011

O que valorizar

Há uma verdade muito simples mas difícil de praticar: não valorizamos o que somos e o que de bom temos ou nos acontece mas sim o que não temos ou o que já perdemos.
De algum modo esta atitude só nos conduz à tristeza ao sofrimento inútil, à depressão. Repito este modo de pensar e de ser é muito comum e difícil de concertar, mas vale a pena tentaar mudá-lo nem que seja meio passo de cada vez.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Distimia

Com o fim de divulgar, e quem sabe ajudar a que alguém procure o tratamento adequado, publico excertos deste texto por me parecer daqueles que dum modo simples melhor descrevem esta doença
DISTIMIA - ESTADO CRÔNICO DE DEPRESSÃO

Sinônimos e nomes populares:
Transtorno distímico, neurose depressiva, depressão neurótica, neurastenia, transtorno depressivo de personalidade.
...
A distimia é uma doença do humor, como a depressão, porém ocorrendo de uma forma crônica, com a persistência de tristeza por longo tempo (pelo menos dois anos), durando a maior parte do dia, na maioria dos dias.
Além do humor triste de forma prolongada, a pessoa pode sentir o apetite aumentado ou diminuído, insônia ou muita sonolência, sensação de baixa energia e cansaço, baixa auto-estima, com pensamentos de não ter valor ou ser incapaz, apresentando ainda dificuldade em concentrar-se ou em tomar decisões, além de ter sentimentos de falta de esperança. Não necessariamente todos esses sintomas deverão estar presentes, mas muitos são comuns.
Diferentemente da depressão, a distimia pode deixar o indivíduo com a sensação de que este é o seu jeito normal de ser, com dizeres como "sempre fui desse jeito ". Há, portanto, uma perda de autocrítica quanto à doença, o que, somado ao baixo interesse em várias áreas da vida, pode levar ao isolamento ou a uma vida limitada, com poucos relacionamentos sociais, inclusive dificuldades profissionais e familiares. Normalmente não há um período mais agudo da doença, com os sintomas sendo mantidos de uma forma estável durante anos, porém é comum ocorrer a depressão propriamente dita em uma pessoa previamente com distimia, o que costuma ser chamado de depressão dupla. Em outros casos, pode ocorrer inicialmente um episódio depressivo, em que não ocorre remissão total dos sintomas, e que o quadro clínico residual caracteriza um episódio distímico.
...
A distimia freqüentemente começa cedo na vida, na infância, adolescência ou início da idade adulta, por isso facilmente confundindo-se com o jeito de ser da pessoa. Em crianças, muitas vezes expressa-se por irritabilidade e mau humor, ou então pode parecer “boazinha” demais, sendo uma criança que brinca e permanece quieta a maior parte do tempo, que não faz bagunça, não incomoda, e não raro, diz-se que esse é o “jeitinho” dela. Em adolescentes pode associar-se principalmente à rebeldia e irritabilidade, mas isolamento e abuso de drogas podem ocorrer.
Comumente a pessoa com distimia não procura tratamento por esse problema. Porém, esta é uma doença freqüentemente associada a outras, como depressão, transtornos de ansiedade (principalmente transtorno do pânico), abuso de álcool e drogas e múltiplas queixas físicas (dores, por exemplo) de origem psicológica. Portanto, são pessoas que terminam por recorrer a vários tratamentos médicos, muitas vezes usando várias medicações, mas não tratando especificamente a distimia.
...
A distimia em geral requer tratamento medicamentoso e psicoterápico. A medicação utilizada geralmente envolve antidepressivos, e nos casos em que há comorbidade com outras patologias, o tratamentos destas também se faz necessário. A psicoterapia é fundamental no tratamento desses pacientes, podendo ser cognitivo-comportamental, ou de orientação analítica. Em alguns casos, a terapia familiar pode auxiliar na melhora do paciente e de sua família, uma vez que eles vem há muitos anos com um padrão disfuncional de comportamento e relacionamento entre os membros. "

Colaboradoras
Dra. Alice Sibile Koch
Dra. Dayane Diomário da Rosa








quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

ESCUTA O TEU CORPO

"Escuta o teu Corpo" é o título de um livro de Lise Bourbeau, publicado em Portugal pela editora Pergaminho cuja leitura vale a pena, não tanto pelo seu todo mas porque do princípio ao fim insiste na necessidade de aprendermos a ler os sinais que o nosso corpo nos dá sobre o nosso estado de saúde físico e mental.
Hoje já sei ler ( quase sempre) os sinais que o meu corpo de dá.
Mas nem sempre foi assim e aprendi à custa da repetição de sinais e depois de fiar doente, por mais do que uma doença.
Aprendi, por exemplo, que se a minha tensão arterial começa a subir e os meus pés a ficarem inchados tal significa que nos últimos dias não bebi água suficiente - beber água para mim é um sacrifício... mas depois a doença é pior.
E muitas outros sinais e com consequências físicas que me aconteceram ao longo da vida, alguns que só anos passados entendi. Mas não só cnsequências físicas...

Hoje sei que não soube ler os sinais que o meu corpo me deu sobre a eminência da depressão antes de ela existir. O meu estomâgo e a minha cabeça através da dor manifestaram-se. Nem eu soube nem profissionais que me assistiram e até eram muito bons na sua especialidade... A formação especializadíssima pode impedir uma visão global da situação, ver de outro modo.
E nem todos os profissionais da saúde psiquica ligam muito aos sinais do corpo...

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A Beleza

Queria escrever sobre a beleza, o outro lado de cada coisa, o que em cada ser é possível, no homem embalado feito menino, na mulher feita princesa. Sei essa beleza, perdida e reencontrada tantas vezes, dela sei a certeza e as palavras com que escrevê-la.


Mas meus olhos que leram almas e delas os corpos, a ânsia o vazio, são cegos; ver não querem, assim não sentem.
E assim escrevo o negro, o que não se ilumina e jaz no fundo da mitra.
E morta assim a minha escrita.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Estou cansada...

Novembro, sexta-feira, estou cansada.
Não estou cansada por ser Novembro, não estou cansada por ser sexta-feira, nem estou cansada por estar cansada.
Não é da crise, não é dos políticos, da corrupção,  das doenças, do mau-tempo, da queda da folha, da idade, das rugas, da hora do dia, das hormonas, da tiróide, do dia do mês, das contas por pagar, dos processos, da família ou dos outros... Nada disso é diferente de outros tempos nem partilho a ideia de que hoje somos piores, mais corruptos, menos tolerantes...

E no entanto estou cansada demais... Não é que queira sair do hoje para o amanhã, é quase o contrário, quero ficar no hoje, parar o momento para não me cansar mais.
Mas nada pára, nem ninguém espera, pois não?!    

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

A depressão doi

Sugiro este site, recente e sério:
Não deixe de se elucidar, por si e pelos outros
Basta clicar:
A depressão dói

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A Fé, os antidepressivos, a terapia, a meditação... muitos caminhos...

Nesta minha procura incessante, externa e interna, tenho encontrado algumas pessoas que afirmam e evidenciam ter vencido a depressão, ou pelo menos tªê-la afastado para horizontes tão longínquos que permitem acreditar que não haja uma recaída.
De facto se inúmeras são as causas próximas e longínquas que apontam para a doença também mais do que um tenha sido o meio encontrado para a cura, embora em regra seja a associação de antidepressivos com outros meios e entre eles surge a fé... São inúmeros os depoimentos existentes na Internet neste sentido e muitos os conselhos que passam por encontro ou reencontro espiritual com Deus, Jesus...
Abençoados os que têm fé e aqueles que a encontram, uma coisa é certa quem tem fé na desesperança nunca está só...
Que a doença nos obriga a uma nova visão da vida, a uma revisão da vivida e a uma reinvenção do futuro, não tenho dúvida. Ninguém fica igual depois duma depressão, curada ou crónica. Apesar de nos jogar na escuridão nebulosa do vazio a depressão abre ao mesmo tempo uma nova porta existencial que pode vir a verificar-se positiva e às vezes essa porta é apenas a da realidade que recusamos ver. Cada um faz o seu caminho, com a ajuda de outros mas sobretudo com a luz da sua alma ou do seu mais profundo sentir.

Tive conhecimento de que a partir do dia 1 de Outubro à venda em Portugal um novo antidepressivo, talvez seja para alguns um cajado auxiliar dessa caminhada.

terça-feira, 27 de julho de 2010

A busca do paraíso imaginado

Atravessamos a vida em busca de uma miragem, o regresso à fusão inicial.
Quem não deseja ter a comida pronta a mesa posta, a roupa cuidada, lavada a cama feita, um regaço à espera?... Quem não deseja sentir-se protegido, seguro faça frio ou sol, sem ter que se preocupar em fazer coisa nenhuma? Quem não deseja sentir-se o preferido o melhor o amado, só porque sim, sem ter que ceder, sofrer, perder, mudar?... 
E lá vamos em busca dum parceiro, do pai ou da mãe, que idealizámos, que perdemos, que nunca tivemos...
Em regra, esse paraíso reencontrado esfuma-se à luz dos dias...  mas mantem-se a ilusão da sua possibilidade, seja ela no futuro seja no passado vivido seja algures...
Esta ferida aberta desde o paraíso não sara sem mácula, mas há quem garanta que cicatriza...

terça-feira, 20 de julho de 2010

O arco-íris da depressão

De entre as últimas notícias que entrei sobre este tema, achei esta particularmente interessante pelo que decidi transcrevê-la aqui neste blog:


Depressão faz o mundo olhar aborrecido

Julho 18, 2010

questão Magazine 2769. Assinar e salvar

Para histórias similares , visite o Saúde Mental Guia de Tópicos

Para as pessoas com depressão o mundo realmente não olhar aborrecido. Isso porque a sua capacidade de perceber o contraste é prejudicada.

Para investigar as relações entre os transtornos de humor e visão, Emanuel Bubl na Universidade de Freiburg , na Alemanha, e colegas executou um eletrodo ao longo de um olho em cada uma das 40 pessoas com depressão, e 40 pessoas sem . Os eletrodos mediram a actividade dos nervos que conectam fotorreceptores - que detectam diferentes aspectos da luz - para o nervo óptico , mas não o cérebro.

Os participantes se sentou em uma sala pouco iluminada e assistiu a uma tela preta e branca xadrez que se tornou mais cinzento em seis fases distintas, reduzindo o contraste entre cada praça. Cada fase foi apresentada por 10 segundos , eo experimento foi repetido mais de uma hora .
A equipe descobriu que os sinais elétricos para o nervo óptico foram menores em pessoas com depressão. Por exemplo, ao ver o palco com quadrados pretos e brancos , os voluntários saudáveis tiveram três vezes a atividade do nervo das pessoas com depressão , indicando que a depressão diminui a capacidade de detecção de contraste. A depressão mais grave de uma pessoa , pior a sua percepção de contraste (Biological Psychiatry, DOI: 10.1016/j.biopsych.2010.02.009).
Martin Mathew Iverson - da Universidade da Austrália Ocidental em Perth diz que este poderia ser porque os neurotransmissores que regulam a atividade do nervo da visão também poderia ser envolvido na emoção.
Bubl acredita que uma técnica semelhante poderia ser utilizada para auxiliar no diagnóstico da depressão clínica.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Astrologia

Não consulto as cartas para tomar decisões, não recebo o horoscópo diário no telemóvel, não olho para estas questões como se de uma ciência se tratassse ( com os atributos que hoje esta palavra exige) mas gosto de Astrologia.


Respeito a curiosidade e a sapiência dos primeiros a olhar universo como um campo de investigação, observando-o, captando as suas deslocações, registando um manacial de informação quase mágica para os meios disponíveis nessa época... Seriam provavelmente astrológos os Magos...

Além do mais sempre me revi nas características do meu signo solar ( Peixes) e também do meu ascendente ( Leão). Para quem não entende nada destas coisas posso dizer que o signo solar é a nossa essência, aquilo que realmente somos e o signo ascendente refere-se ao modo como em geral as outras pessoas nos vêem.

A astrologia é diferente de advinhação, magia, charlatanice e outras mil e uma coisas que existem num sub-mundo de vigarice e que enchem anúncios de jornais, revistas, net etc... e que em relação às quais não há espaço neste blog.
Gostava de referir aqui um nome a nível da astrologia nacional que tem suscitado a minha curiosidade - Vera Xavier. Tem previsões na Sapo e também já vi publicações em jornais e revistas.
Independentemente da sua previsão, que por vezes nem fixo, retiro sempre algum ensinamento positivo do que diz. Tem um discurso sábio e encorajador, embora recorrendo a frases de outras pessoas ( poetas filosófos cientistas...).

Faz-me sempre bem ler o que escreve - ora considero tal facto louvável! Bem haja!
Publiquei este texto também no meu outro blog: http://www.marialascas.blogspot.com/.

Mas aqui a título de exemplo vai a previsão semanal para os peixinhos publicada pela Vera Xavier na página de Astrologia da Sapo:
" 31 a 6 de Junho de 2010

Pajem de Espadas
Compreendemos mal o mundo e depois dizemos que ele nos decepciona. (Tagore)
Grande Tagore!

E porque é que compreendemos mal o mundo? Porque vemos as situações, as circunstâncias apenas do nosso ponto de vista egoísta e profundamente limitado. É-nos difícil compreender a verdade dos outros, porque estamos demasiado ocupados com a nossa auto-preservação, com todas as muralhas que, ano após ano, fomos construindo. A cada queda, a cada erro, fomos colocando mais uma imensa e quase intransponível pedra nessa muralha, muralha que nos isola, muralha que nos traz uma gigantesca solidão. Quando achamos que o mundo está todo errado e que todos estão errados, algo de sério se passa connosco. Não pode ser assim, é demasiado fácil e redutor! Reduzirmos a vivencia a isto é terrivelmente disparatado e inconsequente, demonstra acima de tudo que, tristemente, pouco foi aprendido. O que acontece quando nos fechamos? Acontece que não aprendemos nada; não sentimos nada; não partilhamos nada; não vivemos! Pergunto: será essa a nossa missão?

O Pajem de Espadas pede que repense a sua estratégia de vida, o seu modo de vida. O que o move neste momento? O que é que lhe dá prazer? O que é que quer atingir? Temos de ter sonhos e objectivos! Vamos Peixinho, vamos Caminhar, vamos sair do mesmo, porque o que está lá a frente é bem melhor. Claro que é! "

Bem tirando a ideia de pôr um peixinho a caminhar o resto parece-me bem.

terça-feira, 18 de maio de 2010

A complexidade humana

Somos seres deveras complexos e excessivamente complicados.

Fazemos duma simples palavra um turbilhão de emoções. Carregamos o passado, quanto mais negro e pesado melhor, tememos todo o futuro apesar de sabermos que nada pudemos prever e não conseguimos parar no presente saboreando-o.
Somos imperfeitos e centramo-nos nas imperfeições ignorando todo o resto que somos, exigindo a perfeição de nós dos outros, mesmo sabendo que ninguém foi ou é perfeito...
Se a perfeição existisse seria um tédio. O que iriamos desejar: a imperfeição?!

Sempre crente de que ninguém sem depressão consegue perceber o que esta é, verifiquei ontem quanto uma pessoa com depressão também pode ser incapaz de perceber, por exemplo, a toxicodepência.
Fiquei surpreeendida como alguém que padece duma doença tão incompreendida e que não se mostra mais tolerante, mais predisposta, para tentar perceber as fragilidades dos outros quando diferentes das suas...
Apetece-me dizer como na rádio: vale a pena pensar nisto.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

TMS

Não posso deixar de publicar esta notícia na integra que obtive através dum alerta na Google.
Haverá muitos cépticos quanto a este método. Pessoalmente sempre pensei que seria mais fácil o cérebro ser estimulado dum método destes do que através das substâncias químicas. Estejanmos atentos poderá surgir a possibiliadade de melhoria para algumas pessoas. A esperança terá que ser sempre a última a morrer...
Google Notícias Impulsos elétricos em zona cerebral podem curar depressão


(AFP) – Há 21 horas
WASHIGNTON — Impulsos elétricos diários durante um certo período, dirigido a uma zona particular do cérebro, podem curar pessoas que sofrem de depressão, inclusive as que tenham testado sem sucesso vários antidepressivos, confirmou um estudo clínico publicado nesta semana.

A FDA, a agência americana de controle de medicamentos, permitiu a comercialização desse tratatamento denominado "estimulação magnética transcranial" o TMS (sigla em inglês), em 2008, com base em dados proporcionados pela firma que o desenvolveu.
Apesar disso, muitos médicos mantêm-se céticos quanto à verdadeira eficácia da TMS.
"O estudo deverá ajudar a encerrar o debate sobre se a TMS funciona para tratar a depressão", observou o dr. Mark George, do Centro Médico Universitário da Carolina do Sul (sudeste), principal autor do estudo difundido na edição de maio da Archives of General Psychiatry.
"Podemos agora continuar trabalhando para melhorar a TMS e desenvolver uma nova classe de tratamentos mediante estimulação elétrica para outros problemas psiquiátricos", acrescentou.
O tratamento tem por objetivo reativar circuitos cerebrais que regulam o humor visando à parte alta do lado esquerdo do cérebro, com uma bobina eletromagnética que emite 3.000 impulsos durante uma sessão de 37,5 minutos.
Estes cuidados podem ser administrados de forma segura no consultório de um médico, com poucos efeitos secundários, ao contrário das estimulações do cérebro mais intensas como os eletrochoques.
Os pesquisadores estudaram 190 pacientes, tratando a metade com o TMS e a outra metade com uma TMS simulada, diariamente, por 37,5 minutos durante três semanas.
Ao final desse período, 14% dos participantes que receberam o tratamento havia superado sua depressão, comparado com os 5% do outro grupo.
Os pacientes em ambos os grupos informaram, no geral, efeitos colaterais como dor de cabeça e contrações oculares.
Em uma segunda fase, todos os pacientes foram tratado com uma TMS. Trinta por cento saíram da depressão.
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sábado, 1 de maio de 2010

Só dependemos de nós...

Dependemos dos outros, do seu julgamento, alegramo-nos com uma crítica positiva e não somos insensíveis a um não quando desejamos ou esperamos um sim: precisamos de ser aceites de ser amados...
Se aasim for estamos sujeitos também ás variações de humor dos outros, aos seus problemas, ás suas  opções...
E se isto é uma verdade que se aplica em maior ou menor grau a todos, é uma verdade catastrófica para quem padece de depressão... Alguns de nós somos uma esponja absorvendo os humores negativos de outras pessoas, mesmo quando começamos a libertar-nos dos nossos.

Deixar de ser essa esponja, tornarmo-nos uma parede de aço frente ao alheio que nos pode destruir é essencial à sobrevivência.

sábado, 17 de abril de 2010

Ciência Psicadélica no Seculo XXI

Será que vamos ter alucinogénicos antidepressivos?
Quem pesquisar na Net. vai aperceber-se que existem em cursos muitos estudos nomeadamente no Brasil e toda a América do Sul sobre a utilização de plantas com estas propriedades baseados em na medicina tradiconal dos índíos e nos seus rituais. Segundo um estudo da Universidade de Hopkins dos EUA estas substãncias poderão em certos casos ser mais saudáveis que os actuais antidepressivos. Decorrem na Califórnia actualmente conferências de especialistas na matéria.
A pesquisa científica continua, o que não pode parar é a contínua busca individual do conhecimento de si próprio.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Meditação transcendental

Estudos consideram meditação transcendental uma cura para depressão


EFE

A meditação transcendental pode ser uma forma efetiva de reduzir a

depressão, indicam dois estudos apresentados nesta quarta-feira na

reunião anual da ...

http://www.google.com/hostednews/epa/article/ALeqM5gT7AGvKBKgNMBSgqUOJWQozZO92w

terça-feira, 6 de abril de 2010

Desperdiçando o presente...


Vi em mim e noutras pessoas a tendência para relembrar a Páscoa de antigamente, a minha Páscoa de antigamente com uma nostalgia que esquece as agruras e apenas lembra uma vida sem pressas plena de ar puro alimentos saborosos e afectos verdadeiros.
Não lhe chamo saudade, mas alguns lhe hão-de chamar.
De onde vem esta tendência para idolatrar o passado e diminuir o presente?!
Parece que vivemos de costas voltadas, sofrendo por a vida mudar a cada instante, desperdiçando-a...   

sexta-feira, 19 de março de 2010

O SOL, o melhor dos antidepressivos

Na erva a água espelhavava o céu, um bando de garças brancas ensaiava o voo e eu resplandecia o momento.
Nada era igual e só porque um raio de sol rasgara o céu.
Não tinha pressa nem me importava o tempo da viajem.
Como era possível que em mim coubesse tanta mudança sendo eu a mesma?!

segunda-feira, 15 de março de 2010

Patologia Borderline ou Patologia Limite da Personalidade

Patologia Borderline ou Patologia Limite da Personalidade

um texto da Drª Maria de Jesus Candeias

publicado em
http://maria-jesuscandeias.blogspot.com/2010/03/patologia-borderline-ou-patologia.html

que passo a transcrever na integra por considerar que é muito importante que seja divulgado e ser demais reconhecida a competência da sua autora

"
Este transtorno de personalidade está a tornar-se um problema psicossocial grave.
A mudança nas relações familiares, a alteração de papéis parentais, a falta de tempo dos progenitores entre outros aspectos são apontados como causas para o aumento desta estrutura de personalidade.
As pessoas com este tipo de patologia apresentam, forma geral , pelos menos 3 dos seguintes sintomas :

Angustia,

incapacidade para sentir,

falta de limites,

desrespeito pelos outros,

comportamento anti-social,

depressão com sentimentos de solidão e vazio,

intolerância à frustração,

comportamentos automutilantes (cortes, queimaduras feitos ao próprio),

anedonia (incapacidade de sentir prazer),

comportamentos de risco,

consumos de drogas e álcool,

promiscuidade sexual,

incapacidade para o trabalho ( ou encontrar a profissão certa para si)

fobias,

obsessões e compulsões,

dissociações,

surtos psicóticos breves,

entre outros sintomas.

O Borderline apresenta transtornos em quase todas as áreas da sua vida principalmente nas relações interpessoais, na profundidade (qualidade) dos sentimentos, na identificação e na empatia, na atitude social, no controle da vontade (volição), na capacidade para o trabalho, na necessidade de prazer, na vida sexual, no controle das emoções, na capacidade de fantasiar, na elaboração e valoração dos ideais e no planeamento dos objectos de vida.
São pessoas com grandes dificuldades ao nível dos relacionamentos interpessoais, extremamente desconfiadas.
Este tipo de transtorno é mais frequente no sexo feminino e a sua incidência tende a aumentar.
Cada vez mais pessoas com este tipo de transtorno procuram os serviços dos psicoterapeutas, que pode ter sintomas mais ou menos graves mas cuja queixa principal é a incapacidade de funcionar e o sentimento de vazio.
O surgir desta patologia é instável, começando normalmente esse distúrbio no início da idade adulta, com episódios de sério descontrole afectivo e impulsivo.
O prejuízo resultante desse transtorno e o risco de suicídio são maiores nos anos iniciais da idade adulta e diminuem gradualmente com o avanço da idade.

Durante a faixa etária entre os 30 e os 40 anos, a maioria dos indivíduos com este tipo de personalidade adquire maior estabilidade em seus relacionamentos e funcionamento profissional.
Também se sabe que o Transtorno da Personalidade Borderline é cerca de cinco vezes mais frequente em famílias cujos pais também tem esse tipo de transtorno.
O Borderline apresenta transtornos em quase todas as áreas da sua vida principalmente nas relações interpessoais, na profundidade (qualidade) dos sentimentos, na identificação e na empatia, na atitude social, no controle da vontade (volição), na capacidade para o trabalho, na necessidade de prazer, na vida sexual, no controle das emoções, na capacidade de fantasiar, na elaboração e valoração dos ideais e no planeamento dos objectos de vida.
As relações com o outro são superficiais, carecendo de profundidade de sentimentos, de constância, empatia e consideração pelos demais.
Estas pessoas carregam dentro si um sofrimento enorme, mas como a sua forma de ultrapassar as suas crises é agindo, como por exemplo, saindo de imediato, procurando pessoas para não estar só, ir às compras, consumir álcool, outros até drogas, podem passar despercebidos, como se rapidamente resolvessem todos os seus problemas.
Muitos destes pacientes têm que ser ajudados pela família na procura de ajuda psicoterapêutica, uma vez que a maioria não reconhece que tem um problema.
Porém, estes pacientes precisam bastante de ser ajudados e a forma de se apaziguarem internamente e externamente é através da psicoterapia."
Publicada por PSICÓLOGA CLÍNICA e PSICOTERAPEUTA. MEMBRO EFECTIVO DA ORDEM DOS PSICÓLOGO.MEMBRO DA SOCIEDADE PORTUGUESA DE PSICOTERAPIA PSICANALÌTICA. Carteira Prof. nº 10/1994/107 em Domingo, Março 14, 2010


segunda-feira, 8 de março de 2010

O Vazio

O Vazio
Falta, ausência de, nada, inexistência, não ser, vivo-morto... São tantas as palavras que se podem utilizar para tentar descrever a sensação de vazio, e todas ficam aquém do sentido. Exterior ou interior o vazio tende a tomar o todo, a dominar o que existe, a tornar morto o que vive, a parar o que ainda mexia até à total inacção ou vazio absoluto... 

Tanto, tanto poder o do vazio. Supera medicamentos palavras afectos...
Até ao dia em que se reconhecer a sua não existência. O vazio é uma criação da mente, como uma imaginação em que se acredita. Quem a criou pode extingui-la, a partir do momento em que tomar consciência  de que nem tudo o que a nossa mente nos apresenta é verdadeiro. As criações da mente não existem por si sem o seu criador, a mente não existem sem o seu portador, somos nós que temos a condução da nossa mente, não outrém ou ela de per si...
Esta evidência terá que ser não apenas reconhecida racionalmente, mas aceite com a sua simplicidade mas também com a grandeza que daí decorre.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A actual crise económica e a depressão

A actual crise económica, nacional e mundial, veio colocar muitas pessoas no pântano da depressão que não estava escrito que viriam a ser potenciais vítimas desta doença.
Até há algum tempo os menos dados a sensibilidades e que se encontravam na camada social que lutava diariamente apenas pela satisfação das necessidades primárias estava na sua maioria mais arredada desta doença.
Só que a perda de emprego, o agravamento grave da situção económica das famílias, a precaridade generalizada do emprego veio colocar uma ansiedade acrescida no dia a dia das suas, com efeito no seu sono, nas suas relações pessoais, na sua sáude...

Este fenómeno terá consequências a longo prazo na sociedade, na qualidade de vida das pessoas, na produtividade, na despesa pública...

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Alimentos para ajudar no tratamento e na prevenção da depressão


Alimentação Mudanças na dieta ajudam a melhorar a saúde e o humor26/01 às 11h54 O Globo

RIO - Alguns alimentos têm o poder de melhorar a digestão, aumentar a qualidade do sono e podem até mesmo deixar você mais feliz. Pesquisas feitas por universidades como Harvard e Johns Hopkins, nos Estados Unidos, mostram que aumentar a ingestão de fibras e diminuir o consumo de gorduras e álcool pode diminuir as dores de cabeça. Já o consumo de pratos ricos em ômega 3, presente no salmão, na sardinha e no atum, afasta as chances de depressão. Confira a lista dos alimentos que fazem bem ao corpo e aumentam a felicidade:
Alimentos ricos em vitamina B12 e ácido fólico - Entram nesta lista carnes magras, as folhas verdes escuras como o brócolis e o espinafre, os ovos e as leguminosas como o feijão e o grão de bico. Segundo pesquisadores da King´s College, em Londres, as duas vitaminas ajudam a equilibrar o sistema nervoso central e afastam o risco de demências. Em países onde a ingestão de B12 e ácido fólico é alta, o risco de depressão é baixo.
Frutas e verduras - Donos de uma concentração altíssima de vitaminas, minerais e antioxidantes, estes alimentos regulam o intestino e fornecem energia. Pesquisas indicam que pessoas que consomem frutas e verduras todos os dias são 11% mais saudáveis do que aqueles que não têm o hábito de comê-las com regularidade. O ideal é comer de 400 a 600 gramas (ou dois copos de requeijão cheios) de legumes e frutas todos os dias.
Alimentos ricos em selênio - Poderoso antioxidante, o selênio protege as funções cerebrais e podem diminuir a depressão ligada ao envelhecimento. Basta comer uma castanha-do-pará por dia para suprir a necessidade deste mineral. Além da castanha, também está presente nos grãos integrais, nos feijões, nas carnes magras, nos laticínios desnatados e nos frutos do mar.

Peixe -Comer peixe no mínimo três vezes por semana traz uma série de benefícios para a saúde. Homens e mulheres com uma dieta rica em ômega 3, encontrado no salmão, na sardinha, na truta e no atum, têm menos sintomas depressivos, indica um estudo da Universidade do Tennessee, EUA.

Chocolate amargo -Capaz de aumentar a produção de endorfinas, o chocolate amargo também é rico em polifenois que protegem as artérias. Um estudo feito na Noruega mostrou que homens que comiam uma barra de chocolate amargo diariamente tinham um risco menor de infartos . Mas, para obter os efeitos benéficos sem engordar, basta comer uma barra pequena (30 gramas).

Alimentos ricos em vitamina D - Mulheres com pouca vitamina D no organismo têm mais tensão pré-menstrual (TPM), são mais ansiosas e costumam ser mais deprimidas. A vitamina D é sintetizada pelo contato dos raios solares com a pele, mas a alimentação também pode dar uma ajudinha. Fígado de boi, queijos e gema de ovo são ricos na substância. Vale a pena também investir em alimentos fortificados com a vitamina D, principalmente leite e iogurte, sucos e cereais integrais.

Aqui fica esta referência sobre os alimentos que podem ajudar na depressão.
Não é nada de novo, tem sido referido por diversos estudos em diversos sites e revistas e mesmo livros mais especializados.
Nunca comi castanha do pará, mas ando sempre a ver se encontro em supermercados e lojas de gourmet, se alguém souber agradecia que me dissesse onde poderei comprar.
Quanto ao chocolate quantos de nós não nos sentimos mais confortados depois de uns quadradinhos da dita substância?!...

sábado, 23 de janeiro de 2010

Investigação nos EUA - electroestimulação cirurgica


Cito aqui excertos dum alerta que tenho na Google relativo a este tema para termos perceber melhor como esta doença pode chegar a qualquer um e como a sua cura é neste momento ainda uma incógnita para muitos, mas existem também sinais de esperança...

" Lançando primeiro DVD, Dona Ivone Lara luta contra a depressão


Em agosto do ano passado, Dona Ivone Lara realizou um desejo antigo: reuniu os amigos e gravou seu primeiro DVD, que acaba de chegar às lojas. Tudo indicava que 2010 seria inesquecível, com esse lançamento e a concretização do sonho. Mas, três meses depois, em novembro, a grande dama do samba, que completa 88 anos em abril, levou um tombo e quebrou o fêmur.
De lá para cá, a alegria tão presente na cantora tem dado lugar à dor e à dificuldade de voltar à vida normal. Tanto que, por recomendação médica, Dona Ivone Lara só deve poder voltar a dar entrevistas em março. Cantar, sem previsão.
Segundo sua empresária, Miriam Souza, a sambista tem tomado muitos remédios para diminuir as dores e combater a depressão e, por causa deles, sente muito sono.
— Dona Ivone está um pouco fora do mundo, pensando apenas em seu estado de saúde. Não tem como negar, ela está triste com esta situação, e esta tristeza é preocupante — conta a empresária: — Por causa das dores, só está conseguindo se locomover com a ajuda de um andador e conta sempre com uma enfermeira ao seu lado.
Também passando por um momento de recuperação, após sofrer uma fissura de cóccix, Beth Carvalho manda uma mensagem de otimismo.
— A gente trabalha muito. Dona Ivone tem que encarar este momento como um período de descanso — diz Beth, que participou do DVD.
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RIO - Uma cirurgia polêmica vem chamando a atenção de especialistas e poderá, no futuro, ser mais uma opção para pessoas que não conseguem se livrar das crises de depressão profunda. Ela consiste na eletroestimulação cirúrgica de uma parte do cérebro e esta sendo testada por pesquisadores do centro médico da Universidade Pittsburgh, nos Estados Unidos.
A experiência parece saída de um filme de terror, mas neurologistas garantem que a técnica é indolor. No procedimento, cirurgiões fazem dois pequenos furos no crânio do paciente, inserem pequenos eletrodos em uma região específica do cérebro e ajustam a voltagem de acordo com o caso. Os eletrodos funcionam com baterias minúsculas que são colocadas embaixo da pele na região peitoral e são controlados por controle remoto.
Segundo o neurologista Douglas Kondziolka e o psiquiatra Robert Howland, o objetivo do implante é regular a atividade dos neurônios no campo que controla a ansiedade e a tristeza, geralmente super ativos em pessoas deprimidas. Até o momento, o procedimento foi testado por 30 pacientes e o resultado da experiência deve ser divulgado em quatro meses.


Estima-se que existam 13 milhões de pessoas com depressão no Brasil e cerca de 450 milhões de pessoas pelo mundo sofrem diariamente com este tipo de transtorno mental. Cerca de um quinto dos portadores do distúrbio tem sintomas difíceis de serem controlados apenas com medicamentos ou psicoterapia. Mulheres costumam ser mais atingidas pela doença do que os homens, numa proporção de três para um. Dados da Organização Mundial de Saúde indicam que a depressão será a doença mais comum do mundo daqui a vinte anos.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

O Vazio

"Não sei se a falta é no corpo no espírito na matéria na alma, se é que tudo isso tenho, não é de lugar nem de pessoa nem de coisa nenhuma.
Falta que enchia de chuva de sol da labareda do lume do fumo de papoilas amoras de pão de pão… e nada me preenchia… Será de abraço colo mimo, de quem partiu, que perto existe e longe procuro, do infinito, se me quero infeliz e inconformada..."


Este sentimento de vazio acompanha provavelmente alguém nosso conhecido, ou até nosso amigo.
Será que não podemos contribuir para ajudar a preencher este vazio?...

Seguidores

Livros cuja leitura recomendo

  • Sexo e Amor, de Francesco Alberoni, Bertrand Editora
  • Recriar o Seu Ser, Neale Donald Walsch
  • O Profeta, Khalil Gibran
  • O Poder do Agora, Eckhart Tolle, Pergaminho
  • O Feminino Reencontrado, de Nathalie Durel, Ariana Editora
  • O Cavaleiro da Armadura Enferrujada, de Robert Fisher, Editorial Presença
  • O Caminho Menos Percorrido, de M. Scott PecK, colecção xix
  • As Vozes de Marraquexe, Elias Canetti

Depressão - quando como porquê...

A criação deste Blog advém de, ao longo de vários anos, ter percepcionado que em Portugal esta doença é quase tabu; envolvida pela vergonha de quem padece e pelo desconhecimento político da sua real dimensão e implicações, bem como das respostas existentes para o seu tratamento... Apenas pretendo abrir um espaço para a interrogação a denúncia a informação... Talvez dessa troca de ideias resulte benefício para alguém ( doente, familiar, amigo... ) como, por exemplo, a identificação do seu sofrimento, o início da compreensão e da aceitação da depressão como doença, um incentivo para a procura de mais conhecimentos, um incentivo para predir ajuda na sua cura ou na melhor qualidade de vida, ou o renovar da esperança perdida... Bem hajam! os que quiserem e não tiverem medo ou vergonhar de comentar: criticar, sugerir, informar, questionar, contar, interrogar-se, lamentar-se...