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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Ilusão

A ilusão pode mover montanhas, construir castelos e ser o fio condutor de toda uma vida. Se há mal nisso ou não é uma questão de perspectiva. Por vezes a realidade apresenta-se de uma dureza tal que a fuga para a ilusão surge como a única defesa, a única gratificação, o único lugar de repouso, a única forma de vida aceitável... Podem viver-se as chamadas vidas duplas que são apenas uma, alienar-se de tal modo que apenas na ilusão se sobrevive e nela se acredita como sendo a única verdade ou seja a única verdadeira realidade. Será tal atitude doentia, parece que sim. Mas não deixa de constituir um direito também de quem faz tal opção se dela estiver consciente. O que acontece em regra é que se vivem ilusões umas atrás de outras se um verdadeira consciência de que a realidade existe, estamos metidos nela quer queiramos ou não, mas optamos por nos continuar a iludir porque imediatamente é mais fácil menos penoso...
Assim acontece sempre que temos um problema que não conseguimos enfrentar ou julgamos sem solução, sejam dívidas, emoções, solidão...
Adiamos o agora e preferimos empenhar ainda mais o futuro com a agudização do problema por resolver. Enquanto o pau vai folgam as costas! Mas não me parece que folguem mesmo com a ânsia da nova pancada que se avizinha! Assim é com a vivência deste estado ilusório enquanto meio de fuga à realidade... e com a constante angústia que a vivência nessa dualidade provoca...
Viver o agora é não ficarmos presos do passado e não o gastar a antecipar as possibilidades do futuro.
Mas viver o agora é vivê-lo tal qual ele é, sem fugas à aceitação da realidade. E a realidade nem sempre é tão má quanto aqueles a que ela fogem a visualizam.
A realidade têm sempre n soluções e n perspectivas e não apenas uma. Penso que esse é o maior erro de quem foge para a ilusão e lá se acorrenta. 

Seguidores

Livros cuja leitura recomendo

  • Sexo e Amor, de Francesco Alberoni, Bertrand Editora
  • Recriar o Seu Ser, Neale Donald Walsch
  • O Profeta, Khalil Gibran
  • O Poder do Agora, Eckhart Tolle, Pergaminho
  • O Feminino Reencontrado, de Nathalie Durel, Ariana Editora
  • O Cavaleiro da Armadura Enferrujada, de Robert Fisher, Editorial Presença
  • O Caminho Menos Percorrido, de M. Scott PecK, colecção xix
  • As Vozes de Marraquexe, Elias Canetti

Depressão - quando como porquê...

A criação deste Blog advém de, ao longo de vários anos, ter percepcionado que em Portugal esta doença é quase tabu; envolvida pela vergonha de quem padece e pelo desconhecimento político da sua real dimensão e implicações, bem como das respostas existentes para o seu tratamento... Apenas pretendo abrir um espaço para a interrogação a denúncia a informação... Talvez dessa troca de ideias resulte benefício para alguém ( doente, familiar, amigo... ) como, por exemplo, a identificação do seu sofrimento, o início da compreensão e da aceitação da depressão como doença, um incentivo para a procura de mais conhecimentos, um incentivo para predir ajuda na sua cura ou na melhor qualidade de vida, ou o renovar da esperança perdida... Bem hajam! os que quiserem e não tiverem medo ou vergonhar de comentar: criticar, sugerir, informar, questionar, contar, interrogar-se, lamentar-se...