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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Agrilhoados


Não há maior inimigo que aquela que advém da precaridade do trabalho e do mísero vencimento, que elimina a capacidade de reivindicação e de luta pelos seus próprios direitos e a capacidade de sonhar... Ainda se dizem livres homens e mulheres do meu país, mas já não são! Vejo escravos: agrilhoados às dívidas, à sobrevivência e conforto dos seus, em que as emoções belas e puras cedem perante a racionalidade... São as novas formas de opressão cujos frutos farão de nós portugueses um povo ainda mais acomodado, atrasado e triste. Não sei quando nos libertaremos deste trágico modo de existir, nosso destino libertará nosso fado e a plenitude do viver saberemos usufruir... E tanto politica, como intimamente, engana-mo-nos em quem surge inesperadamente, qual Desejado, que aparenta trazer o El Dorado resolvendo nossas dores e problemas...
Queremos acreditar e acreditamos. Até que o nevoeiro  se desvanece e seu rosto real vemos!... Não demos nenhum passo em frente, mas o nosso tempo, nossa vida, fomos perdendo ...

Seguidores

Livros cuja leitura recomendo

  • Sexo e Amor, de Francesco Alberoni, Bertrand Editora
  • Recriar o Seu Ser, Neale Donald Walsch
  • O Profeta, Khalil Gibran
  • O Poder do Agora, Eckhart Tolle, Pergaminho
  • O Feminino Reencontrado, de Nathalie Durel, Ariana Editora
  • O Cavaleiro da Armadura Enferrujada, de Robert Fisher, Editorial Presença
  • O Caminho Menos Percorrido, de M. Scott PecK, colecção xix
  • As Vozes de Marraquexe, Elias Canetti

Depressão - quando como porquê...

A criação deste Blog advém de, ao longo de vários anos, ter percepcionado que em Portugal esta doença é quase tabu; envolvida pela vergonha de quem padece e pelo desconhecimento político da sua real dimensão e implicações, bem como das respostas existentes para o seu tratamento... Apenas pretendo abrir um espaço para a interrogação a denúncia a informação... Talvez dessa troca de ideias resulte benefício para alguém ( doente, familiar, amigo... ) como, por exemplo, a identificação do seu sofrimento, o início da compreensão e da aceitação da depressão como doença, um incentivo para a procura de mais conhecimentos, um incentivo para predir ajuda na sua cura ou na melhor qualidade de vida, ou o renovar da esperança perdida... Bem hajam! os que quiserem e não tiverem medo ou vergonhar de comentar: criticar, sugerir, informar, questionar, contar, interrogar-se, lamentar-se...