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segunda-feira, 8 de março de 2010

O Vazio

O Vazio
Falta, ausência de, nada, inexistência, não ser, vivo-morto... São tantas as palavras que se podem utilizar para tentar descrever a sensação de vazio, e todas ficam aquém do sentido. Exterior ou interior o vazio tende a tomar o todo, a dominar o que existe, a tornar morto o que vive, a parar o que ainda mexia até à total inacção ou vazio absoluto... 

Tanto, tanto poder o do vazio. Supera medicamentos palavras afectos...
Até ao dia em que se reconhecer a sua não existência. O vazio é uma criação da mente, como uma imaginação em que se acredita. Quem a criou pode extingui-la, a partir do momento em que tomar consciência  de que nem tudo o que a nossa mente nos apresenta é verdadeiro. As criações da mente não existem por si sem o seu criador, a mente não existem sem o seu portador, somos nós que temos a condução da nossa mente, não outrém ou ela de per si...
Esta evidência terá que ser não apenas reconhecida racionalmente, mas aceite com a sua simplicidade mas também com a grandeza que daí decorre.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

O Vazio

"Não sei se a falta é no corpo no espírito na matéria na alma, se é que tudo isso tenho, não é de lugar nem de pessoa nem de coisa nenhuma.
Falta que enchia de chuva de sol da labareda do lume do fumo de papoilas amoras de pão de pão… e nada me preenchia… Será de abraço colo mimo, de quem partiu, que perto existe e longe procuro, do infinito, se me quero infeliz e inconformada..."


Este sentimento de vazio acompanha provavelmente alguém nosso conhecido, ou até nosso amigo.
Será que não podemos contribuir para ajudar a preencher este vazio?...

Seguidores

Livros cuja leitura recomendo

  • Sexo e Amor, de Francesco Alberoni, Bertrand Editora
  • Recriar o Seu Ser, Neale Donald Walsch
  • O Profeta, Khalil Gibran
  • O Poder do Agora, Eckhart Tolle, Pergaminho
  • O Feminino Reencontrado, de Nathalie Durel, Ariana Editora
  • O Cavaleiro da Armadura Enferrujada, de Robert Fisher, Editorial Presença
  • O Caminho Menos Percorrido, de M. Scott PecK, colecção xix
  • As Vozes de Marraquexe, Elias Canetti

Depressão - quando como porquê...

A criação deste Blog advém de, ao longo de vários anos, ter percepcionado que em Portugal esta doença é quase tabu; envolvida pela vergonha de quem padece e pelo desconhecimento político da sua real dimensão e implicações, bem como das respostas existentes para o seu tratamento... Apenas pretendo abrir um espaço para a interrogação a denúncia a informação... Talvez dessa troca de ideias resulte benefício para alguém ( doente, familiar, amigo... ) como, por exemplo, a identificação do seu sofrimento, o início da compreensão e da aceitação da depressão como doença, um incentivo para a procura de mais conhecimentos, um incentivo para predir ajuda na sua cura ou na melhor qualidade de vida, ou o renovar da esperança perdida... Bem hajam! os que quiserem e não tiverem medo ou vergonhar de comentar: criticar, sugerir, informar, questionar, contar, interrogar-se, lamentar-se...