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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

LER, ir ao encontro de outras soluções nomeadamente no caso dos problemas emocionais...

Transcrevo o que li num alerta de depressão da Google num Jornal WEB, por me parecer muito interessante e que vai também de encontro ao que penso sobre este assunto, ou seja a medicação nunca chega é preciso usar de outras técnicas: O método, chamado de "Books on Prescription" começou a ser utilizado oficialmente em junho, pelo Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS) e foi agora divulgado por Leah Price, investigadora e professora da Universidade de Harvard, no jornal The Boston Globe. "Se o psicólogo ou psiquiatra diagnostica o paciente com depressão leve ou moderada, uma das opções é passar-lhe uma receita com um dos livros aconselhados", explica a investigadora. E sendo uma prescrição - e não apenas uma recomendação - há que seguir as indicações do médico rigorosamente, depois de 'aviar' a receita na biblioteca. Até porque não existem efeitos secundários: "Ao contrário dos fármacos, ler um livro não acarreta efeitos secundários como o ganho de peso, a diminuição do desejo sexual ou as náuseas", sublinha Price. 100 mil requisições nos primeiros três meses Os livros são "selecionados com base no conteúdo e no âmbito de programas de leitura desenhados para facilitar a recuperação de pacientes que sofram de doenças mentais ou distúrbios emocionais" e esta "parece ser uma solução vantajosa" - e "low-cost", já que os livros acabam por sair mais baratos do que os fármacos, ou até a custo zero, no caso das requisições. "Ler melhora a saúde mental e é difícil pensar na existência de malefícios quando se fala de um programa como este", defende a investigadora. Por isso mesmo, tem cativado cada vez mais adeptos. Ainda que não existam, para já, números oficiais sobre a sua verdadeira eficácia, a investigadora adianta que, só nos primeiros três meses do programa, foram feitas mais de 100 mil requisições dos livros de autoajuda recomendados. Esta, porém, não é a primeira vez que o Serviço Nacional de Saúde britânico aposta neste tipo de programas, numa forma de reconhecimento da importância dos livros. Uma outra iniciativa, denominada "The Reader Organisation", por exemplo, reúne pessoas desempregadas, reclusos, idosos ou apenas solitários para que, todos juntos, leiam poemas e livros de ficção em voz alta.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Transcrição de Notícia - Universitários do Porto

Alunos universitários que apresentam ansiedade, pânico, depressão e doenças mais graves como esquizofrenia são os que mais procuram o serviço Consulta do Universitário, um apoio médico gratuito na Universidade do Porto.

«Alguns estudantes, a maior parte, vêm-nos procurar com patologia do foro ansioso e depressivo, sobretudo estudantes que estão deslocados das casas da família de base, mas também temos um grupo bastante representativo de indivíduos que têm patologia mais grave, tipo esquizofrenia», explicou Celeste Silveira, médica psiquiatra, numa entrevista telefónica à Lusa.
De acordo com a mesma agência noticiosa, o Hospital de São João no Porto oferece na Universidade este serviço de apoio gratuito que foca, desde 2007, na consulta psiquiátrica e saúde mental do estudante universitário.

«Acho que para a população dos estudantes do Ensino Superior deveria haver uma maior procura, mas os estudos dizem que estes estudantes, por questões de estigma e de sentimento de invasão da sua privacidade, muitas vezes não procuram tanto a ajuda dos serviços de psiquiatria como deveriam», acrescentou ainda a média psiquiatra, citada pela Lusa.

Os estudantes que mais têm procurado apoio na área da saúde mental são os de Medicina, mas também há alunos de Enfermagem, Engenharia, e Arquitetura.

Apesar das patologias identificadas, a psiquiatra Celeste Silveira revela que há ainda poucos universitários a pedir apoio sobre consumo de estupefacientes.


Limito-me a proceder à transcrição porquanto o texto fala por si.
A depressâo não é coisa privada dos mais sensíveis, dos fracos, dos velhos, das mulheres etc. como qualquer outra doença, AVC, Cancro que por vezes até ocorre mesmo naqueles que têm vidas saudáveis, alimentação equilibrada, exercício físico, são alegres, confiantes etc... A depressão não é uma doença de excepção!   

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Depressão ou Melancolia - transcrição de um texto de Florianópolis, 16/08/2011

Nós portugueses necessitamos muito do Brasil e podemos aprender muito com o Brasil.
Com uso da língua portuguesa em lugar algum se fala tanto de depressão, dos problemas sociais, ecológicos, de poesia de cultura....
16/08/2011 às 16h39min - Atualizada em 16/08/2011 às 16h39min

Conheça diferenças entre a depressão e o estado de melancolia
O cineasta dinamarquês Lars von Trier trouxe à cena a melancolia, que estava escondida num canto escuro da casa, encoberta pelo termo médico "depressão".
Seu novo filme é um retrato desse estado de ânimo em todos os aspectos: dos psiquiátricos (sintomas da depressão) aos filosóficos (a tristeza como consciência da solidão humana no universo).
O tema está na ordem do dia, afirma o psicólogo Marco Antônio Rotta Teixeira, que faz sua tese sobre melancolia e depressão na tradição do pensamento ocidental. "Mas a melancolia vem sendo falada com a roupa da depressão."
O atual conceito médico da depressão usa dados mensuráveis para definir esse estado, como tempo de duração de sintomas.
Para a psicanálise, a melancolia é o estágio mais extremo da depressão. A apatia do melancólico é fruto da perda de algo ou de alguém, que precisa ser compreendida e superada, em um processo semelhante ao do luto. A diferença é que, enquanto no luto a perda é compreendida, na melancolia ela é inconsciente: não se sabe o que foi perdido.
"Nada atrai o melancólico, a não ser o próprio sofrimento. Ele está absorvido nele mesmo", diz Sandra Edler, autora de "Luto e Melancolia: À Sombra do Espetáculo" (Civilização Brasileira, R$ 19). A cultura atual conspira contra o melancólico, diz a psicanalista. "Se a pessoa perde algo, precisa se recolher, mas a vida a chama para um eterno desempenho, se não quiser perder espaço."

É o que pensa, também, a psicóloga Ana Cleide Moreira, autora de "Clínica da Melancolia" (Escuta, R$ 37). "Se não temos tempo nem de pensar, não percebemos a perda de algo importante."

Nesse caso, é mais fácil aliviar o sofrimento com remédios. "A sociedade não assimila os estados de tristeza. Precisamos eliminá-los rapidamente para continuar trabalhando", diz Teixeira.

Essa crítica não significa, ressalta ele, fazer apologia da tristeza ou rejeitar as chances dadas pela ciência para lidar com ela.
"As pessoas falam que há um aumento dos casos de depressão, mas o que as pesquisas mostram é um aumento na prescrição de antidepressivos", diz o psiquiatra Ricardo Moreno, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Os psiquiatras, psicanalistas e psicólogos concordam que drogas têm um papel importante.

"Muitas vezes é necessário tratar a melancolia com remédios. Sem eles, alguns não conseguem nem chegar ao consultório", diz a psicanalista Sandra Edler.
TEMPERAMENTO DE GÊNIOS
O filme de Trier, as referências aos sintomas de depressão são explícitas. Como na cena em que Justine (personagem baseada na experiência pessoal do cineasta) não consegue nem entrar no banho.
Os clichês usados para abarcar a tristeza profunda também estão lá: noite, lua, sombras, noiva.
É a retomada da concepção de melancolia como algo que tem uma manifestação doentia (a depressão), mas não é só isso, não pode ser explicado só pela ciência e transcende o indivíduo.
Mesmo sem dizer seu nome, as pessoas reconhecem o sentimento de melancolia. Está na hora em que você percebe não fazer parte da festa, no banzo da noite de domingo, na lembrança da morte.
A melancolia ganhou diferentes definições na história e até hoje é assim, dependendo de quem fala dela" diz Teixeira.
Hipócrates (460-377 a.C.) a definiu como doença causada por acúmulo da bile negra, que resultaria no temperamento melancólico. O vocábulo vem do grego "melas" (negro) e "kholé" (bile).
O filósofo Aristóteles (384-322 a.C.) levou o conceito para outro plano: a melancolia era uma característica da genialidade, associada ao conhecimento e à intelectualidade.
O professor e crítico de arte Rodrigo Naves lembra que a associação entre genialidade e melancolia é de uma época em que o conceito de individualidade não existia.
"A melancolia era uma deusa, que regia as artes liberais. Nessa noção, a pessoa é preenchida por algo que vem de fora, é regida por entidades, planetas", diz Naves.
Na mitologia e na astrologia, é Saturno, deus do tempo, que devora seus filhos, que traz a morte. No filme de Trier, é o planeta que vem acabar com o mundo.
"A grande ideia da melancolia é justamente a de embaralhar as fronteiras entre dois temperamentos que parecem opostos: o da pessoa deprimida e o da pessoa criativa", diz Frédéric René Guy Petitdemange, professor de História da Arte da Universidade Anhembi Morumbi.
Na semana passada, Petitdemange deu uma aula sobre a iconografia da melancolia na arte do Ocidente, baseada em uma exposição sobre esse tema realizada em Paris e Berlim, em 2006.
Para ele, a essência da melancolia -tristeza profunda ligada ao sentimento de vazio, à perda e à impossibilidade de encontrar sentido nos rituais sociais- não mudou. "A maneira de se discutir o tema pode mudar, mas são questões universais."
LINK DA NOTÍCIA - ESPALHE POR AÍ!

Florianópolis, 16/08/2011 - 22:37:16 - Tenha uma boa noite


quarta-feira, 2 de junho de 2010

Astrologia

Não consulto as cartas para tomar decisões, não recebo o horoscópo diário no telemóvel, não olho para estas questões como se de uma ciência se tratassse ( com os atributos que hoje esta palavra exige) mas gosto de Astrologia.


Respeito a curiosidade e a sapiência dos primeiros a olhar universo como um campo de investigação, observando-o, captando as suas deslocações, registando um manacial de informação quase mágica para os meios disponíveis nessa época... Seriam provavelmente astrológos os Magos...

Além do mais sempre me revi nas características do meu signo solar ( Peixes) e também do meu ascendente ( Leão). Para quem não entende nada destas coisas posso dizer que o signo solar é a nossa essência, aquilo que realmente somos e o signo ascendente refere-se ao modo como em geral as outras pessoas nos vêem.

A astrologia é diferente de advinhação, magia, charlatanice e outras mil e uma coisas que existem num sub-mundo de vigarice e que enchem anúncios de jornais, revistas, net etc... e que em relação às quais não há espaço neste blog.
Gostava de referir aqui um nome a nível da astrologia nacional que tem suscitado a minha curiosidade - Vera Xavier. Tem previsões na Sapo e também já vi publicações em jornais e revistas.
Independentemente da sua previsão, que por vezes nem fixo, retiro sempre algum ensinamento positivo do que diz. Tem um discurso sábio e encorajador, embora recorrendo a frases de outras pessoas ( poetas filosófos cientistas...).

Faz-me sempre bem ler o que escreve - ora considero tal facto louvável! Bem haja!
Publiquei este texto também no meu outro blog: http://www.marialascas.blogspot.com/.

Mas aqui a título de exemplo vai a previsão semanal para os peixinhos publicada pela Vera Xavier na página de Astrologia da Sapo:
" 31 a 6 de Junho de 2010

Pajem de Espadas
Compreendemos mal o mundo e depois dizemos que ele nos decepciona. (Tagore)
Grande Tagore!

E porque é que compreendemos mal o mundo? Porque vemos as situações, as circunstâncias apenas do nosso ponto de vista egoísta e profundamente limitado. É-nos difícil compreender a verdade dos outros, porque estamos demasiado ocupados com a nossa auto-preservação, com todas as muralhas que, ano após ano, fomos construindo. A cada queda, a cada erro, fomos colocando mais uma imensa e quase intransponível pedra nessa muralha, muralha que nos isola, muralha que nos traz uma gigantesca solidão. Quando achamos que o mundo está todo errado e que todos estão errados, algo de sério se passa connosco. Não pode ser assim, é demasiado fácil e redutor! Reduzirmos a vivencia a isto é terrivelmente disparatado e inconsequente, demonstra acima de tudo que, tristemente, pouco foi aprendido. O que acontece quando nos fechamos? Acontece que não aprendemos nada; não sentimos nada; não partilhamos nada; não vivemos! Pergunto: será essa a nossa missão?

O Pajem de Espadas pede que repense a sua estratégia de vida, o seu modo de vida. O que o move neste momento? O que é que lhe dá prazer? O que é que quer atingir? Temos de ter sonhos e objectivos! Vamos Peixinho, vamos Caminhar, vamos sair do mesmo, porque o que está lá a frente é bem melhor. Claro que é! "

Bem tirando a ideia de pôr um peixinho a caminhar o resto parece-me bem.

Seguidores

Livros cuja leitura recomendo

  • Sexo e Amor, de Francesco Alberoni, Bertrand Editora
  • Recriar o Seu Ser, Neale Donald Walsch
  • O Profeta, Khalil Gibran
  • O Poder do Agora, Eckhart Tolle, Pergaminho
  • O Feminino Reencontrado, de Nathalie Durel, Ariana Editora
  • O Cavaleiro da Armadura Enferrujada, de Robert Fisher, Editorial Presença
  • O Caminho Menos Percorrido, de M. Scott PecK, colecção xix
  • As Vozes de Marraquexe, Elias Canetti

Depressão - quando como porquê...

A criação deste Blog advém de, ao longo de vários anos, ter percepcionado que em Portugal esta doença é quase tabu; envolvida pela vergonha de quem padece e pelo desconhecimento político da sua real dimensão e implicações, bem como das respostas existentes para o seu tratamento... Apenas pretendo abrir um espaço para a interrogação a denúncia a informação... Talvez dessa troca de ideias resulte benefício para alguém ( doente, familiar, amigo... ) como, por exemplo, a identificação do seu sofrimento, o início da compreensão e da aceitação da depressão como doença, um incentivo para a procura de mais conhecimentos, um incentivo para predir ajuda na sua cura ou na melhor qualidade de vida, ou o renovar da esperança perdida... Bem hajam! os que quiserem e não tiverem medo ou vergonhar de comentar: criticar, sugerir, informar, questionar, contar, interrogar-se, lamentar-se...